Meu chefe é uma pessoa muito difícil



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Você já trabalhou ou já teve a oportunidade de conviver com um chefe difícil no seu trabalho? Se a resposta for positiva, primeiro tenho de ser solidária com você.  E, ainda, se você conseguiu domar a fera, realmente você é uma heroína e tem um equilíbrio emocional e uma paciência surpreendentes!

Eu já passei por essas duas situações. Já tive de trabalhar com uma pessoa de humor instável e extremamente exigente e também já tive de atender a um chefe mal-educado e muito nervoso quando sua secretária estava ausente ou tirava férias.

Infelizmente,  chefe a gente não escolhe, salvo raras exceções.  Quando a secretária tem mais de uma oportunidade de emprego e tem a chance de escolher com quem e para qual empresa quer trabalhar, realmente ela é uma privilegiada. Portanto, em geral, a secretária sempre é a escolhida  e é no dia a dia que se saberá realmente se a parceria chefe-secretária dará certo.

Estar em contato direto no trabalho com o chefe torna-se uma relação bem mais difícil do que se imagina, ainda mais quando não há nenhuma afinidade entre eles.

Muitas ficam tão decepcionadas, desencantadas e fragilizadas que até abandonam a profissão por causa de certos chefes, embora tivessem perfil e competência para exercer bem sua função.,

É necessário que a secretária tenha autocontrole e paz interior para conseguir exercer bem sua função e ainda assim acalmar ou não deixar o comportamento agressivo e instável do chefe influenciar seu humor.

Muitas vezes a secretária chega ao trabalho feliz e tranquila e logo está estressada e nervosa por causa das ações e reações do chefe. Não é raro encontrá-la chorando no banheiro ou desabafando entre amigas do  escritório.

A profissional competente e proativa torna-se desinteressada e sem motivação e não exerce mais sua função com aquela energia e profissionalismo de sempre.

Acredito sinceramente que uma secretária que esteja nessa situação deve sim desabafar com o chefe, discutir a relação profissional deles e ver realmente se ainda tem futuro. Também há  a possibilidade de conversar com o RH, que,  muitas vezes, consegue transferir a secretária para outro departamento.

Pensar no emprego e no salário é um fator também decisivo para qualquer tomada de decisão. É comum ouvir comentários de secretárias nessa situação que dizem não poder sair do emprego e ter de aguentar o chefe-carrasco porque precisa do emprego.

Mas, afinal, todo mundo precisa de emprego, de salário, de trabalho! Porém, se você conseguir conciliar pelo menos, um emprego um pouco mais agradável com um chefe educado e solidário com seus funcionários, seria maravilhoso.

O dia a dia das empresas é muito tenso e problemático. Parece que todo mundo está com o serviço atrasado, com prazos curtos e correndo contra o tempo para terminar o trabalho dentro da data limite.  Afinal, hoje em dia, todo funcionário é avaliado por resultados, inclusive a secretária. Aliás, muitas vezes, ela é a encarregada do chefe para cobrar  pendências de relatórios e tomada de decisões das equipes.

Sem dúvida, todo chefe tem de exercer certa autoridade sobre seus funcionários para que haja respeito e para que o trabalho flua bem. O compromisso com a execução do trabalho de forma ágil, responsável  e perfeita são fundamentais também. É isso o que deve fazer o chefe líder, que se entrosa com sua equipe, participa e colabora com as conquistas e o desenvolvimento da empresa e que é consciente de seu papel.

Quando não é isso o que ocorre, os funcionários tornam-se reféns do chefe, além de se sentirem ameaçados, boicotados, inseguros e sem nenhuma perspectiva de crescimento profissional na empresa. 

Pense bem, se você precisa do emprego e do salário mas acha que o preço a pagar por isso é ter um chefe assim, reflita novamente sobre sua situação.

Da mesma forma que numa arena, quem luta com um touro pode vencer ou não, embora tenha acumulado muitas vitórias, precisa de um preparo  físico-emocional  muito intenso e, caso perca,  sua vida estará em jogo.  Já  no trabalho, se você também tiver de domar uma fera;  a humana, que tem mais poder que você, em geral, você, a parte mais fraca, sempre perde. Não me refiro aqui a força física e sim a força psicológia e emocional que tal pessoa exerce sobre você. E você perde o que há de mais precioso em um ser humano: a saúde física e emocional.

Tal como na arena, as pessoas que assitem a essas lutas, fazem suas apostas e têm seus favoritos. Nas empresas isso também não é diferente, embora seja uma torcida discreta e velada para descobrir quem irá ganhar a parada.

Por melhor e mais alto que seja seu salário, nada compensa sua paz de espírito no ambiente de trabalho.

Trabalhei, certa vez, em uma empresa em que soube por outras secretárias que havia uma chefe muito difícil de trabalhar.  Ela tinha humor instável, era agressiva com seus funcionários e extremamente exigente, embora também fosse muito competente e sempre trazia resultados satisfatórios para a empresa, talvez, por isso ainda estivesse ocupando um alto cargo naquela instituição. 

Era raro ela manter uma secretária por muito tempo, muitas nem passavam da experiência, seja porque eram demitidas antes ou porque as próprias secretárias se desligavam da empresa antes mesmo de serem efetivadas.

O máximo que ela conseguiu, foi ter uma secretária trabalhando com ela por dez meses, embora ela estivesse na empresa há mais de doze anos. Soube depois, que essa secretária havia sido afastada por motivos médicos e não se tinha previsão de seu retorno ao trabalho. Perguntava qual era sua doença e o motivo do afastamente mas nunca ninguém comentava. Era como se fosse um assunto proibido na empresa. Por fim, quando saí de lá soube por uma secretária com a qual mantinha algum contato, que o afastamento da tal secretária havia sido por esgotamento físico, alto nível de estresse e que estava em casa se tratando com remédios. Minha amiga também comentou que a tal secretária era tida como uma pessoa  aparentemente calma, bastante introspectiva, tímida e sem voz ativa ou poder de reação para se defender de ofensas. Nesse caso específico, nem o alto salário que a secretária recebia compensou tudo o que ela passou naquela empresa, porque estava sem emprego e com sua saúde fragilizada.

 Essa chefe tinha uma fama horrível e nunca era lembrada pela sua competência profissional e sim pelo seu comportamento difícil e mal-educado com todos que não tivessem seu nível profissional, independentemente de serem seus funcionários ou não.

Seu relacionamento social e familiar também era conturbado com sérios problemas. Porém, não procurava ajuda e não aceitava que precisava de assistência médica ou psicológica.  Acreditava sim que eram as pessoas que não se enquadravam ao seu perfil, ao trabalho e ao nível de exigência e,  por isso,  as considerava incompetentes.  

Depois de inúmeros insucessos, o RH entrou em ação, embora de forma paliativa. Decidiu, por bem, contratrar apenas secretárias temporários por um a três meses, sem chance de efetivação, evitando assim desgastes para ambas as partes. Tanto a chefe como a secretária sabiam que iriam conviver  por um curto espaço de tempo apenas e tentavam se suportar na medida do possível. 

Procure saber bem como é a empresa e o chefe para quem irá trabalhar, normas e procedimentos do RH, ambiente da empresa, bem como o nível de satisfação de seus funcionários, quem era a secretária anterior e porque não está mais trabalhando com aquele chefe.  Acredite, tais dicas, lhe ajudarão e muito a formar um panorama claro na hora de tomar uma decisão acertada .

Felizmente, esse tipo de chefe é minoria nas empresas modernas e conscientes de seu papel econômico, ambiental e social.  Afinal, numa época em que muito se fala  sobre qualidade de vida, bem estar, ambiente empresarial agradável e adequado para formar e manter  funcionários satisfeitos e proativos não há mais espaço para gente desse tipo. Além disso, existem as avaliações preparadas pelo RH e executadas entre chefes-funcionários de toda a empresa para identificar possíveis problemas na empresa.

Nunca se esqueça de que quem precisa de ajuda,  está doente,  desequilibrado e fraco é seu chefe e não você. Não seja a próxima vítima!

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Comentários (8)

stellamarço 24th, 2011 - 20:21

Nossa, muito legal o texto. Eu ja convivi com vários chefes assim e foi bom você tocar nesse assunto. Tem muita gente sofrendo e se calam para continuar na empresa sem pensar que, às vezes, o salário alto acaba sendo gasto com remédios e psicólogos por causa da auto-estima baixa.
Beijos.

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Mirian Nassermarço 24th, 2011 - 22:17

Olá, Stella!
Muito obrigada pelo seu depoimento e elogios. É isso mesmo. É como estar com muita sede e tomar água contaminada porque não tem outra disponível e também porque todo mundo está tomando a mesma água. Nesse momento, são poucas as pessoas que são determinadas e decidem sair em busca de água pura para beber, mesmo sem saber se irão encontrar. Porém, se recusam a tomar água contaminada porque sabem que fará mal à saúde. É mais ou menos assim o que acontece quando se trabalha com chefes difíceis.
Um abraço.
Mirian

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Priscila Medradoagosto 4th, 2011 - 18:33

Olá, Mirian!

Meu nome é Priscila, tenho 22 anos e curso Secretariado Executivo Bilíngue. Estou no 1o. semestre e, antes de entrar para este curso, fiz uma pesquisa de campo, mercado, salário e estudei os prós e contras da profissão. Eu me identifiquei muito com a área apesar de ter trabalhado pouco tempo como Recepcionista/Secretária eu gostava muito do que fazia.
Então resolvi fazer este curso e gostaria de parabenizá-la pelo Blog pois ele é fundamental no esclarecimentos de dúvidas para as secretárias principiantes como eu (risos).

Gostaria de sugerir uma pauta. O assunto é:
“A escolha da Instituição pesa na hora da contratação?”.

Gostaria que você abordasse este tema, pois tenho curiosidade de conhecer o nível de exigência das empresas com relação à faculdade ou isso não influencia? Quais faculdades você recomenda no estado de SP?
Eu escolhi devido ao custo-benefício a Faculdade Sumaré que tem avaliação 5 no MEC e no Enade 3, sendo que o peso de ambos varia entre 1 a 5.

Priscila Medrado

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Mirian Nasseragosto 5th, 2011 - 19:18

Olá, Priscila!
Muito obrigada pelos elogios e interesse em meu site. Boa sorte em seus estudos e espero que você se realize na profissão. Faz muito tempo que fiz o curso de secretariado e não tenho condições de avaliar os cursos e faculdades de secretariado em SP. O ideal seria você investigar junto a outras estudantes do curso e verificar o programa de cada instituição. Eu fiz o curso técnico no SENAC, pois já tinha faculdade. Também conheço a FATEC e a UNIP, pois já dei palestras nessas faculdades e gostei muito do nível das estudantes. Acredito que a faculdade Sumaré também seja uma ótima opção, já que tem uma boa pontuação no MEC e no ENADE.

Particularmente acho que o curso não influencia tanto. O importante é saber da experiência profissional de cada secretária, suas habilidades e perfil. Existem até secretárias que fazem cursos pela internet (à distância), conseguem o registro na DRT e são bem aceitas nas grandes empresas. O principal é ter o registro para exercer legalmente a profissão, o que é uma exigência das empresas.
Um abraço.
Mirian

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Mônicadezembro 6th, 2011 - 15:18

Olá, profa. Mirian!
Que Blog bacana você criou. Vai ajudar muitas secretárias em vários aspectos da profissão. Sou também secretária na área hospitalar já há bastante tempo.
Quero deixar também registrada minha experiência com uma chefe que era considerada terrível por sua conduta exigente e enérgica na empresa. Nenhuma secretária conseguia conviver com essa chefe por mais de 4 meses, sempre saíam decepcionadas. Quando eu fui contratada pela empresa para trabalhar com essa chefe eu fui avisada no RH que eu não iria lidar com uma pessoa muito fácil. Fiquei com receio, mas, mesmo assim, resolvi encarar o desafio. Realmente, os primeiros meses foram muito difíceis para mim, pois sentia toda a pressão do local e inclusive da minha chefe. Fui chamada de incompetente várias vezes. Ficava calada, mas chorava sempre no banheiro. Essa situação perdurou por alguns longos meses, até que, um dia, eu resolvi mudar minha postura, ao invés de seguir para o banheiro e chorar, mudei de atitude! Esperei um momento oportuno e solicitei uma reunião com minha chefia e ela concordou. Na reunião eu perguntei a ela se o comportamento que ela tinha comigo era algo pessoal e disse que não iria mais tolerar atitudes ofensivas, pois eu sabia que era profissional, conhecia minha profissão e tinha estudado para exercê-la e não tinha nada que me desabonasse para ser chamada de incompetente. Deixei de ser frágil e me tornei mais imponente, porém, sem perder o respeito.
Desde então, nosso relacionamento profissional mudou, mas para melhor.
Minha chefe passou a me reconhecer como profissional qualificada, passou a ter respeito pela profissão de secretariado e também a confiar grandes desafios em minhas mãos e nunca mais houve nenhum comentário negativo sobre a minha chefe.
Hoje ela é uma pessoa muito amada por todos na empresa e muitas secretárias de outras áreas querem trabalhar com ela.
Com essa experiência, percebi que a secretária não deve cultivar uma imagem indefesa e insegura, pois nenhum profissional quer ao seu lado alguém que demonstre fraqueza nos momentos difíceis. Agradeço a inicial rigidez da minha chefe, pois através dela eu reconheci que meu comportamento frágil e fraco não estava atendendo o perfil da área. Uma secretária não pode ter conduta infantil no momento de dificuldade e sim deve encará-lo com maturidade e confiança. Eu só tenho a agradecer a minha chefe, pois graças a ela eu aprendi a desenvolver um perfil profissional firme sem muita emoção. Nunca mais houve troca de secretária na área, pois estou com essa chefia há 13 anos.
Espero que com esse depoimento muitas secretárias possam fazer uma análise sobre sua conduta e, assim, efetuar as mudanças necessárias. Às vezes, surge um problema é de fácil solução, mas tornamos aquilo como algo irreversível. Não existe nenhuma situação dificil que não possa ser elucidada com uma boa conversa. Amo ser secretária.

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Mirian Nasserdezembro 6th, 2011 - 16:31

Olá, Mônica!
Muito obrigada pela sua participação e elogios. Realmente sua experiência profissional é de se admirar. Outra secretária já teria abandonado essa profissão e essa chefe há muito tempo. Da mesma forma que você se diz grata a sua chefe por ela ter lhe ensinado a ter firmeza e força que você nem imaginava ter, ela também deve ter se surpreendido com sua coragem e audácia de tê-la abordado daquele jeito. Afinal, ela é sua chefe. Com certeza, ela reavaliou seu comportamento, sua forma de ser e agir e decidiu mudar para não perder você ou não ser mais criticada na empresa. Em geral, pessoas muito criticas e exigentes consigo mesmas, transferem essa carga para seus funcionários e isso não é bom.
Parabéns por essa conquista e espero que mais secretárias possam aprender e tomar atitudes como a sua, para serem respitadas e valorizadas como deve ser qualquer profissional.
Um abraço.
Mirian

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Vanessaabril 25th, 2012 - 15:38

Ótimo o texto. Já convivi com chefes dífíceis e é muito complicado.
Desejo tudo de bom às nossas companheiras de profissão.
Grande abraço.

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Mirian Nasserabril 25th, 2012 - 17:26

Olá, Vanessa!

Obrigada por sua participação e comentário.
Um abraço.
Mirian

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