O momento de decidir e mudar



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Pois é, estamos no meio do ano e parece que nada do que planejou aconteceu: aquele curso tão desejado, o regime, aquela matrícula na academia adiada mais uma vez, os planos de uma pós-graduação, a mudança de emprego ou mesmo de profissão, aquele encontro animado com as amigas, a visita a parentes próximos ou mesmo distantes, economizar para comprar aquele carro tão sonhado ou fazer sua viagem dos sonhos, definir da data do casamento, etc.

Mas, calma! Não se preocupe; ainda dá tempo! Não porque o ano ainda não terminou, mas simplesmente porque você está viva, você pode e tem muita coisa para realizar ainda na vida. É só se decidir e querer mudar!

Sei que, muitas vezes, você sente vontade de desistir, não se sente capaz, acha que não tem condições, sente aquele desânimo, uma insegurança total. Não é fácil mesmo! Todos nós já passamos por isso em algum momento ou situação.   A diferença é que uns recuam, outros, porém, mesmo aos tropeços, ultrapassam as dificuldades.

Acredite, acredite fielmente que só você  e mais ninguém, será capaz de mudar o rumo da sua vida. Se conseguir fazer isso  sentirá uma satisfação enorme e, a partir daí, procurará resolver algumas pendências adiadas há muito tempo na sua vida.

Por favor, não pense que esse artigo é um daqueles textos de auto-ajuda. Não gosto muito dessa classificação e nem tenho pretensão para tal. É só um alerta mesmo que gostaria de fazer a você.

Esses livros de auto-ajuda apresentam, em geral, o mesmo conteúdo, o que realmente muda é o nome do autor, título, a capa e mais nada.  O próprio nome já diz: auto-ajuda. Ninguém pode ajudar você a resolver nada, a não ser você mesma. Não é em uma simples leitura de um texto de uma página, um livro ou mesmo uma palestra que fará com que você mude radicalmente. A mudança é um processo lento, solitário e, muitas vezes, dolorido. O objetivo principal é transformar você e fazer com que se sinta melhor e mais feliz.

Quantas vezes você já adiou decisões pessoais importantes ou mesmo postergou a resolução de problemas familiares por causa de um trabalho que, muitas vezes, sabemos que não tem valor ou sentido algum. Porém, mesmo assim nos sacrificamos no escritório até tarde, à espera de um documento ou concluindo um relatório que diziam ser urgente e, no dia seguinte, alguém avisa a todos os envolvidos que a data da entrega daquele projeto foi adiada.

Também sei que é clichê falar “pense primeiro em você”, “tenha um trabalho em que se sinta valorizada e que lhe traga satisfação”, “tenha um hobby”, “pratique um esporte”, tenha mais qualidade de vida”, “arranje tempo para sua família”, “aprenda algo diferente sempre para não deixar o cérebro enferrujar”, etc. Tente fazer tudo isso, um pouco disso ou apenas uma atividade dessas. Você seria capaz de por em prática essas dicas?  Isso seria uma forma de se sentir viva, ativa, motivada e atualizada.

Sem dúvida nenhuma, uma pessoa conectada com os acontecimentos ao seu redor será muito mais curiosa e interessante. Não deixe sua vida ficar monótona, não caia na rotina do “trabalho-casa-trabalho”. Mesmo que esteja ativa na profissão de secretária há muitos anos, independente se gosta ou não desse trabalho, tente aprender coisas novas.

Lembre-se de que, mudar e fazer algo que você tem vontade há muito tempo lhe trará uma satisfação indescritível. Um belo dia você acorda e descobre que é o seu momento, que não pode mais adiar e que a hora é agora, não porque leu esse texto, mas exclusivamente porque sentiu aquela sensação gostosa e muito ânimo para mudar.

Outro dia, me lembrei de uma jovem nordestina que conheci, que, na época, tinhas uns 20 anos e que estava  matriculada em um programa de alfabetização para adutos, o antigo Mobral. Naquela época ela estava terminando o antigo primário (4a. série) e sempre notei naquela jovem uma força de vontade muito forte.

Ela era doméstica e babá e morava com a família para a qual trabalhava, desde que veio do nordeste para São Paulo com esse emprego arranjado, já há mais de 4 anos.  

Naquela época, ela já estava concluindo a antiga 4a. série primária e sempre notei naquela jovem uma força de vontade muito grande. Era muito estudiosa e dedicada aos estudos. Era uma das melhores alunas da classe.

Passaram-se alguns anos, mais precisamente, oito, quando a reencontrei. Ela me contou que já havia concluído os estudos e que o (antigo) colegial havia feito em um supletivo. Seu objetivo agora era fazer uma faculdade de Pedagogia, pois sua antiga patroa era professora e a tinha incentivado muito.

Naquele momento senti muito orgulho daquela moça. Acho que nem ela própria esperava que iria tão longe, para alguém que chegou a São Paulo adolescente, analfabeta, sem uma profissão e sem um tostão no bolso, ela até que foi muito longe. Conseguiu vencer em São Paulo!

Estava morando sozinha, tinha uma oficina de costura em casa, além de trabalhar como costureira para uma confecção.

Ela, sem dúvida, superou qualquer expectativa por mais otimista que fosse. A maioria dos seus colegas de classe, concluíam, quando muito, a 4a. série primária.

Depois dessa história acho que não preciso falar mais nada, não é?

Sempre que alguém comenta das dificuldades diárias e culpa alguém ou algo por aquilo não ter dado certo, lembro-me na hora daquela jovem, pois, sem dúvida é um exemplo vivo de humildade, superação, força de vontade, dedicação, persistência e, principalmente, mudança de atitude.

Amiga secretária, vale a pena refletir!

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