O sapo nosso de cada dia



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Em qual empresa você trabalha? Para quem você trabalha? O que você faz nessa empresa? Tem cargo alto ou um sem muita projeção? Independente do que você faz e para quem você trabalha, saiba que, seja você competente, dedicado, responsável, interessado ou não tenha nenhuma dessas qualidades, você, como a grande maioria das pessoas, está sujeito a engolir sapos diários: sapos, sapinhos, sapões. Pode soar estranho à primeira leitura mas é a mais pura verdade.

Uma vez, numa conversa descontraída com meu chefe que era um diretor competente e experiente, me disse que, apesar de toda a sua idade e experiência,  tinha de engolir sapos quase que diariamente, fosse de seus superiores ou mesmo de funcionários hierarquicamente abaixo dele.  

Contou ainda que,  para ter de engolir  inesperadamente o tal sapo, ele, quando chegava ao trabalho, já na entrada do escritório, idealizava um sapo bem grande, um sapão mesmo e o engolia. Depois dessa ação imaginária ele podia ir digerindo o tal sapo ao longo do dia e se sentia mais aliviado e preparado psicologicamente para o que  pudesse lhe acontecer durante o expediente.  Achei aquela história toda muito engraçada e ri muito, ainda mais porque ele tem estatura baixa e fiquei imaginando meu chefe cara a cara com um sapo-monstro esverdeado prestes a ser devorado.  Ainda perguntei: “Mas você passa realmente por isso? Não dá para acreditar!”. E ele me respondeu: “Pois é, isso tem acontecido durante toda a minha vida profissional.”.

Confesso que levei comigo esse ensinamento em toda a empresa em que trabalhei, e a coloquei em prática algumas vezes e deu resultado. Todos os dias temos chateações e aborrecimentos durante o trabalho, seja com clientes internos, externos, no contato interpessoal, com a equipe, com o chefe, e, até mesmo, problemas familiares e pessoais podem e costumam atrapalhar muito, sua rotina no trabalho.

Você deve sempre se preparar para o pior, assim você estará mais concentrada e equilibrada internamente para o que vier.

Só quando aceitamos o fato de sermos obrigados, em muitos casos, a engolir sapos e com ele as frustações  inevitáveis de não poder se defender ou dizer o que lhe vem à cabeça, é que conseguiremos nos concentrar no trabalho e resolver  pendências e realizarmos nossas tarefas em paz.

Em um dos empregos que tive, ocorreu um fato bem desagradável. Eu costumava chegar ao trabalho sempre no horário com o auxílio de um despertador e, nesse triste dia, o despertador falhou e acordei uma hora além do desejado. Mesmo saindo às pressas de casa, enfrentei um trânsito caótico naquele dia. Fiz de tudo para tentar chegar o menos atrasada possível, mas apesar dos meus esforços, só consegui chegar uma hora após o expediente ter se iniciado.

Trabalhava em um pool de secretárias, onde eu e mais duas secretárias nos revezávamos no atendimento telefônico e a clientes, como também no auxílio aos executivos e suas respectivas equipes. Cada uma tinha um horário diferente. A secretária do presidente não tinha um horário fixo para iniciar seu trabalho e, portanto, também ficava além do expediente. Já a outra secretária chegava geralmente com meia hora de atraso e saía também trinta minutos após o término para consolidar as oito horas de trabalho diárias. Eu, portanto, chegava no horário como a maioria dos funcionários e deveria também sair no horário, porém, raras vezes isso aconteceu. Apesar disso, por falta de esclarecimento, não usufruía do banco de horas, muito menos do pagamento de horas extras a que algumas secretárias tinham direito. 

Infelizmente, nesse dia do atraso, não havia nenhuma secretária no departamento e o telefone não parava de tocar. Estava um barulho insuportável. Imagine só, três linhas telefônicas de três secretárias tocando, tocando, tocando… . Apenas o office-boy era quem estava na sala e, por ainda estar em treinamento, não havia aprendido a usar o telefone adequadamente, ou seja, era como se não houvesse ninguém mesmo. 

Foi interessante porque assim que ele foi contratado eu disse à minha colega que a primeira coisa que ele deveria aprender era atender ao telefone, transferir ligações, decorar os ramais, etc., só que,  por desinteresse e negligência a secretária do presidente não se preocupou em ensiná-lo sobre a rotina do departamento e eu e a outra secretária não  podíamos dar palpite ou, ao menos, alertá-la sobre algum problema porque ela era a chefe dele e não admitia intromissões. Enfim, para ela, o novo office-boy era excelente e somente um pouco inexperiente, até porque ela não iria admitir ter contratado uma pessoa incapaz.

Na época eu até orientei a outra secretária para evitar sair da sala e deixá-lo sozinho lá. Disse que ela deveria esperar eu voltar do almoço ou de algum departamento para poder sair ou, em último caso, pedir para ele somente atender ao telefone, anotar os recados e depois nos avisar quem ligou. Disse também, que caso algum dia, acontecesse algum problema no trabalho por causa  daquele office-boy a responsabilidade cairia sobre nós duas. Ela achou que eu estava exagerando e riu do meu comentário. Eu ainda disse que,  por ser inexperiente, lento e distraído não deveria ficar trabalhando conosco porque ele não tinha perfil para executar tantas tarefas para tantas pessoas com rapidez e competência.

Parece até que havia tido um mal pressentimento, pois dias depois, o pior aconteceu! 

Pois bem, chegando ao trabalho,  fui direto à sala do meu chefe para me desculpar do atraso e explicar o que havia acontecido.  Enquanto explicava, os telefones continuavam tocando sem parar. O boy, como previsto, estava lá, sentado e acomodado numa das mesas imóvel, como se fosse surdo-mudo ou se estivesse adormecido. Eu não sabia se atendia aos telefones, se falava calmamente com meu chefe ou se fazia as duas coisas ao mesmo tempo, me revezando entre a sala dele e ao atendimento telefônico.

O estresse foi tão grande que comecei a suar de tão nervosa que estava. Expliquei rapidamente ao meu chefe o que aconteceu, pedi licença e disse que voltaria à sala dele assim que alguma secretária chegasse, pois precisava atender as ligações. Passados uns dez minutos a minha colega chegou e pedi a ela que atendesse às chamadas enquanto eu falava com meu chefe. Ela até queria ir primeiro ao banheiro, mas pedi gentilmente que me esperasse. Eu mesma, nem havia ido ao banheiro, embora precisasse, estava descabelada, sem maquiagem, pálida de nervoso e ainda suando. Imaginem só a cena. Quem me visse naquele momento, juraria que eu tinha visto um fantasma ou, pior,  que eu era o próprio!

Quando retornei à sala do meu chefe para conversar mais calmamente, ele parecia que iria me engolir viva. Seus olhos estavam esbugalhados e quase saltando dos óculos. Por um segundo pensei estar diante de uma assombração,  tamanha transformação de sua fisionomia.  

Antes mesmo que eu pronunciasse uma única palavra, ele começou a gritar, perguntou porque o boy não sabia atender ao telefone, por que eu não o ensinei, que, após duas semanas de experiência,  ele já deveria ter aprendido a usar o aparelho, que tanto ele como alguns funcionários da equipe, tentaram atender algumas ligações mas não sabiam como transferi-las, que o barulho estava ensurdecedor e que o incômodo era grande em todo o andar. Por fim, disse que alguns funcionários deixaram seus afazeres para se concentrar nas intermináveis ligações de um departamento totalmente abandonado, porque nem eu nem as outras secretárias estavam lá para fazer esse trabalho. 

Quando fui me defender, ele ordenou que eu me calasse, que não pronunciasse nem mais uma palavra sequer, pediu para que eu saísse e fosse imediatamente ensinar ao boy a manusear o tal aparelho telefônico. Disse ainda que, quinze minutos do meu tempo seriam suficientes para ensiná-lo.

No auge da minha indignação, levantei-me e disse bem séria, sem pestanejar: “Mesmo sem querer me ouvir, eu vou falar. Eu só me desculpo pelo meu atraso e nada mais. Eu não sei porque está dizendo tudo isso para mim. Quem é responsável pelo boy é a secretária do presidente e, se ela não se preocupou em ensiná-lo não é culpa minha, muito menos da outra secretária, pois não somos autorizadas para dar ordens a ele.” . 

Novamente voltei à minha mesa e fui ensinar ao boy como se procedia. Parecia que eu estava ensinando um boneco, que não respondia aos comandos, não falava, nem ouvia, apenas balançava a cabeça com a intenção de demonstrar entendimento ou não. Contei no relógio os tais quinze minutos de treinamento. É claro que o boy não entendeu nada, mesmo eu explicando, mostrando passo a passo como se procedia e pedindo a ele para repetir o procedimento, etc.  Ao final, disse a ele que se tivesse dúvidas, era para perguntar para a chefe dele que ela o explicaria melhor.

Continuava ainda com aquela aparência de quando cheguei, agora um pouco pior, porque estava com muita sede de tanto falar.      

Para me vingar, enviei um e-mail ao meu diretor onde escrevi: “Conforme sua solicitação, treinei o boy por quinze minutos, porém, apesar dos meus esforços, acho que ele ainda não entendeu. Por favor, qualquer problema, fale com a chefe dele que, com certeza, conseguirá resolver essa situação melhor do que eu.”.  É claro, ele nem me respondeu.

Desse dia em diante nossa relação nunca mais foi a mesma e eu também não me esforçava para esquecer o tal episódio. Chegava ao trabalho, dava um bom dia sem graça e mal conversava com ele. Fazia exatamente o que era pedido e só. Não me desgastava com mais nada. Esperava ainda que ele, mesmo que sutilmente, se desculpasse ou me agradecesse pelo meu esforço e empenho de tentar, ao menos, ensinar o tal auxiliar.

Dias depois, perguntei ao meu diretor se ele havia falado com a secretária do presidente a respeito do ocorrido e ele me disse, com cinismo, que não teve tempo. Ela, claro, nem soube do ocorrido e continuou apática a tudo e a todos, porque ninguém teve coragem de contar o que havia acontecido naquele dia, muito menos o boy, que continuou sem saber atender às ligações. 

Insatisfeita e desmotivada,  pedi, depois de alguns meses,  para ser demitida e ele, embora não quisesse que eu saísse,  aceitou meu pedido.

Ouvi cobras e lagartos, engoli sapo injustamente, e ainda me tornei o bode expiatório de toda aquela confusão.

Pensando bem, todo mundo engole sapos por aí. Sejam pessoas que trabalhem como funcionários, profissionais liberais, autônomos e até mesmo os empresários. Ninguém escapa dessa refeição, goste ou não!

Lembre-se: quando alguém falar cobras e lagartos sobre você ou sobre o seu trabalho, trate logo de engolir o sapo ou mesmo a família inteira dele, seja ele assado, mal-passado, frito, vivo ou morto.  Só assim poderá garantir o tão necessário pão nosso de cada dia. É bem melhor ter um antiácido à mão contra a má digestão, do que  receber sua carta de demissão. Porém, fique atenta a abusos de autoridade, senão, não encontrará somente sapos no cardápio, e sim bois, elefantes, rinocerontes, etc. o que  será muito mais difícil de digeri-los e lhe garantirá uma forte indigestão.

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Comentários (9)

Camilemarço 3rd, 2011 - 19:02

Nossa, adorei! Tudo isso que você escreveu é pura verdade.
Passo por isso diariamente , pois trabalho em um escritório de advogados e sou apenas eu para antender 10 advogados,m além dos estagiários.

Tem dias que engulo vários sapos (risos).

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Mirian Nassermarço 3rd, 2011 - 20:20

Olá, Camile!

Muito obrigada pela sua participação e elogio. Eu sei bem como se sente. Muitas vezes os agregados, ou seja, aqueles que nós não escolhemos para trabalhar conosco e vice-versa, incomodam mais que os próprios chefes. Você convive com duas espécies de sapos: os graduados e os estagiários.

Um abraço.
Mirian

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ivone gomesmarço 31st, 2011 - 13:22

Oi, Mírian! Bom dia!

Olha, começo ler seus textos e não quero mais parar. É muito bom! Eu passo por tudo isso, parece que está falando exatamente de mim (risos). Meu cardápio de todos os dias é engolir sapos. Eu nunca me desentendi com ninguém da empresa. Se falam algo que não gosto, fico quieta e a pessoa percebe e se toca. Tem uma mulher que trabalha no financeiro muito chatinha. Ela acha que sou secretária dela também e não consigo dizer não para ninguém; tudo que me pedem eu faço. Tudo mesmo! O pior é que eles pedem para eu fazer na hora e aquilo me sobe o sangue mas acabo fazendo. Consigo engolir, em média, uns 5 sapos enormes por dia (risos). É verdade, viu?

Beijos!

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Mirian Nasserabril 2nd, 2011 - 15:07

Olá, Ivone!

Mais uma vez agradeço suas palavras de elogio e incentivo ao meu trabalho. Eu sei bem como são essas coisas. Alguns funcionários da empresa se acham no direito de explorar a secretária, mesmo não sendo da área dela, pelo simples fato de se considerarem hierarquicamente superiores em cargo e salário. Você deveria ficar atenta a abusos, senão, daqui a pouco, não estará mais engolindo somente sapos, e sim bois, elefantes, etc. e terá uma grande indigestão. Da mesma forma que recusamos alimentos que não nos fazem bem e que não gostamos, devemos recusar certos serviços que não nos diz respeito. Você não estará desrespeitando ninguém e sim se valorizando. É um direito seu!

Um abraço.
Mirian

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ivone gomesmaio 11th, 2011 - 20:47

Obrigada !

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Simonedezembro 23rd, 2011 - 13:58

Nossa, Mirian, engolir sapo não é fácil, mas é melhor engoli-lo do que perder a cabeça e fazer besteira. Trabalho com neurologistas há 20 anos e há 3 anos foi contratado um administrador. Porém, na verdade, eu e a outra secretária que administramos e é um caos. Um certo dia houve uma reunião onde coloquei todos os meus documentos em uma bolsa que ganhei de um outro neurologista, com o nome de seu consultório. No dia da reunião uma das pessoas da diretoria, avisou ao administrador que me pedisse para não usar mais a bolsa e obedeci o pedido. Em uma outra reunião, aproveitando que essa pessoa que solicitou não estava, carreguei os meus documentos novamente, procurando manter a bolsa invisível dentro de outra sacola. A reunião transcorreu bem e foi ótima como sempre. No entanto, na 2a.f. o administrador me chamou em na sala e me falou que ele havia falado que não era mais para eu usar a bolsa, que eu não tinha respeito pelo seus superiores, etc. Lá fiquei quieta ouvindo tudo, em completo silêncio, mas com os olhos cheios de lágrimas. O pior não foi ouvi-lo falar e sim pela atitude dele. Ele simplemente pegou a sacola e a cortou em pedaços na minha frente, tive uma vontade tremenda de pular naquela mesa e sacudi-lo tanto e mostrar a ele quem realmente manda, pois tudo o que ele faz pede meu conselho e ainda pega as minhas ideias. Simplesmente após o término de tal cena, apenas me dirigi a ele e perguntei: “É só isso?”. Em 20 anos como secretária nunca passei por tal constrangimento e ainda na frente da outra secretária que não tinha nada a haver com o pato. Acho que engoli a ninhada de sapo inteira. Não é fácil!

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Mirian Nasserdezembro 28th, 2011 - 4:06

Olá, Simone!

Obrigada pelo seu depoimento e lamento pelo ocorrido. É, realmente o que você passou foi muito humilhante, desagradável e, principalmente, um desrespeito a você porque a bolsa era sua e ele não tinha o direito de fazer o que fez. Não sei quem e nem como era o administrador anterior, mas pelo que relatou, ele devia ser um bom profissional e deve ter ido trabalhar em outro lugar e deixou admiradores e amigos. Como você comentou, esse administrador atual sempre pede sua opinião e não sabe decidir nada sozinho e talvez tivesse ciúme do administrador anterior e qualquer coisa que o fizesse lembrar desse ex-funcionário o incomodava muito a ponto de ter tido aquele ataque de fúria. Realmente não é ético usar algum produto que mencione o nome ou a empresa que seja concorrente do local onde se trabalha. Dá a impressão que não respeitamos ou valorizamos nossa empresa, embora muitas vezes possa não ser verdade. Talvez você usasse a bolsa porque não tinha outra para colocar seus pertences, não é? Apesar disso, ele não podia ter feito aquilo. Ele mostrou total descontrole emocional, falta de profissionalismo e desrespeito por você. Não sei como está seu relacionamento com ele, mas, se ele for sensível e perceber que o que fez foi inadequado, irá lhe pedir desculpas e lhe presentear com outra bolsa.
Um abraço.
Boa sorte!
Mirian

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Gizeledezembro 11th, 2014 - 18:04

Hhahahha, não paro de rir sozinha na minha mesa, acho, que os outros pensam que estou louca. Mas, isso é um “print” que nós secretárias passamos todos os dias.

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Mirian Nasserdezembro 19th, 2014 - 9:26

Olá, Gizele!

Agradeço novamente sua participação e comentário.

Um abraço.

Mirian

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