Pense para existir!



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Fale a verdade. Quantas vezes você não concordou com alguém só para não desagradar, para não ser deselegante ou para não criar polêmica?

Muitos professores nos ensinam que, muitas vezes, podemos duvidar do que está escrito nos livros, pois mesmo tendo sido redigido por um autor consagrado, não garante que naquele tema ele esteja com a razão, e que, tanto professores como escritores, podem sim cometer erros.

Muitos já ouviram a clássica frase de que “aqui o funcionário não é pago para pensar e sim para trabalhar”.  Se onde você trabalha essa situação é comum, pense se está na empresa certa.

Costumo brincar quando digo que temos de acreditar, desconfiando quando lemos algo. Principalmente agora, em tempos de internet, onde se encontra centenas de versões para o mesmo assunto.

É comum lermos ou ouvirmos algo que não nos convenceu, mas temos receio de duvidar ou discordar daquilo que foi lido ou dito por inexperiência ou por não sabermos qual é a resposta correta. A única certeza de que temos é que aquilo não é verdade. O problema é que muitos não sabem argumentar, convencer ou mostrar com clareza o que é correto.

Segundo disse um famoso filósofo francês, René Descartes, “existe, porém, uma coisa de que não posso duvidar, mesmo que o demônio queira sempre me enganar. Mesmo que tudo o que penso seja falso, resta a certeza de que eu penso. Nenhum objeto de pensamento resiste à dúvida, mas o próprio ato de duvidar é indubitável”. Sua famosa frase, “penso, logo existo”, (do latim “Penso, cogito, logo existo, ergo sum”) nunca foi tão apropriada como nos dias de hoje. Descartes acreditava que “o sujeito pensante e suas ideias era o fundamento de todo o conhecimento”. 

Nunca se ouviu tanta mentira, tanta bogagem, tanta gente tentando nos enganar e levar vantagem em tudo que, somente uma pessoa que possa duvidar, desconfiar e ter senso crítico poderá formular uma posição a respeito da situação atual e se manter imune a tudo isso e evitar ser enganada.

“Penso, logo existo”. Quando li essa frase pela primeira vez, na adolescência,  pensei: “Que estranho!  Quem escreveria uma frase tão óbvia como essa?”.  Afinal, como todos sabem,  o homem se difere dos outros animais justamente por ser o único animal racional.  Assim,  por ter a capacidade de pensar, tem consciência de sua existência. Depois, refleti melhor, ou seja, pensei melhor e concluí que, realmente, só quem pensa, quem tem ideias e sustenta seu ponto de vista e ainda é original, sem dúvida nenhuma, se destaca no meio em que vive.  Afinal, são essas pessoas que se diferenciam das outras, que têm voz ativa, que realmente existem e são reconhecidas e valorizadas.

Não distorça essa frase para “eles pensam, sem eles não existo”.

Tem muita gente que repete o que se leu ou ouviu na mídia, mas, sem dúvida, são poucos aqueles que conseguem interpretar a notícia nas entrelinhas e perceber, não por achismo , mas por comprovação dos fatos, se a notícia é realmente verdadeiro ou não.

Se, por acaso, você assistiu a uma palestra com um profissional super famoso que abordou um tema polêmico e interessante, mas que, infelizmente, você não gostou, tente descobrir o motivo. Não é porque todo mundo admira aquele palestrante que você também deve fazer o mesmo.  Não se sinta constrangido nem diferente (como se fôssemos obrigados a ser igual a alguém) por não se interessar por determinado assunto que todo mundo gosta.

O que se pode fazer se algumas informações não lhe acrescentam nada? Isso vale para tudo: livros,  palestras, cursos, filmes, peças de teatro, música, debate entre amigos, etc.

Não se esqueça de que todos temos opiniões,  gostos e interesses variados;  portanto, a escolha de cada tema só fará sentido ao nosso conhecimento e desenvolvimento se proporcionar alguma mudança real em nosso jeito de ser.

Por isso, quando seus amigos e conhecidos não lhe recomendarem certos programas culturais por não terem gostado e, mesmo assim, você sentir vontade de assistir, vá! Você poderá se surpreender com o que assistiu e, certamente, sendo favorável ou não, sua opinião sempre será diferente a das outras pessoas.

Só você mesmo poderá comprovar e criticar se algum assunto for ou não interessante. Nada impede  que você ouça a opinião dos outros, mas é importante você fazer a sua própria análise.

Quem não conhece as notícias e comentários, quase sempre negativos, que são divulgadas pela “rádio-peão?”.  Aquelas fofocas e boatos que alarmam e denigrem a imagem de funcionários e da própria empresa? E daqueles colegas de trabalho que são taxados “disso ou daquilo” pelos desafetos ou pela concorrência de plantão, sendo que,  muitas vezes, se verifica de que nada daquilo é verdade.

Muitas secretárias têm acesso às reuniões, estratégias e planos de ação de sua área,  e quando têm a sensação de que aquela ideia não é boa, por que não tentam sugerir um plano totalmente novo? Se você sentir dificuldade para fazer isso, tente discutir seu argumento com aquele funcionário que tem trânsito livre junto ao seu executivo para que ele tome conhecimento.

Na pior das hipóteses, pense sozinha e em silêncio, sobre uma melhor saída para o problema enfrentado pelo seu chefe e equipe.  Depois, quando souber o que foi decidido, confronte com o que pensou e reflita se sua ideia poderia ser aproveitada,  melhorada ou bem aceita.  Sem dúvida nenhuma, será um belo exercício para você se sentir mais capaz e criativa.  Assim, um dia, quando sua opinião for solicitada, você se sentirá mais confiante e segura  para discutir qualquer assunto.

Por outro lado,  sei que não é fácil. Em geral,  a equipe discorda da ideia dos superiores com frequência,  mas, por que não tentar? Existem muitas maneiras de persuadir uma pessoa e você poderá encontrar a sua.

Uma tática que costuma dar certo, é fazer seu chefe acreditar que a brilhante ideia que você teve é dele e não sua. Assim a “sua”  ideia será colocada em prática. É injusto, mas funciona!

Deixe bem claro que sua intenção é a de ajudar e colaborar com o crescimento da empresa. Quem sabe, depois disso, seu chefe não passe a valorizar mais você, deixá-la mais participativa das estratégias e decisões da empresa e comece a ouvir sua sugestões?

Se não souber como fazer, pesquise em jornais, internet, converse com profissionais da área, com seus professores ou mesmo leia em revistas especializadas algo sobre o tema abordado, sobre as ações do concorrente que sua equipe não teve acesso ou mesmo tempo de ler. Não seja omissa! Mesmo que seu chefe e sua equipe sejam resistentes à sua colaboração, o pior que poderá lhe acontecer é receber um simples agradecimento de seu chefe, com a única certeza de sua sua sugestão foi descartada.

Mas, pode estar certa de que, no íntimo, embora surpreso, ele percebeu que você foi proativa, dedicada e interessada pelo que acontece no departamento e se preocupa com o desempenho da equipe e crescimento da empresa. Por isso, sempre que possível, surpreenda seu chefe e sua equipe!

Muitos já ouviram a clássica frase de que “aqui o funcionário não é pago para pensar e sim para trabalhar”, não é mesmo?

Pois é, se onde você trabalha essa frase é constante e até já foi dita a você, repense sua situação e veja se vale a pena continuar trabalhando em uma empresa que pensa assim.

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