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	<title>Tudo sobre Secretariado</title>
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		<title>Talentos da infância</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 03:01:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Nasser</dc:creator>
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Quem de nós não se recorda do que mais gostava de fazer na infância? Uns gostavam de imitar apresentadores de televisão, outros queriam ser cantores, médicos, professores, jogadores de futebol, outros, porém,  gostavam de dançar, representar, desenhar, pintar, escrever, etc. Alguns até imitavam a profissão dos pais, ou seja, se eram médicos, gostavam de se [...]]]></description>
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<p>Quem de nós não se recorda do que mais gostava de fazer na infância? Uns gostavam de imitar apresentadores de televisão, outros queriam ser cantores, médicos, professores, jogadores de futebol, outros, porém,  gostavam de dançar, representar, desenhar, pintar, escrever, etc. Alguns até imitavam a profissão dos pais, ou seja, se eram médicos, gostavam de se vestir de branco e cuidar das bonecas, outros, cuidavam de animais porque tinham pais veterinários, e, assim por diante. Apesar disso, acredito que nenhum pai ou mãe conseguiu ou ainda consegue ter 100% de exatidão quando se trata de definir o gosto, vocação ou aptidão do filho ou dos filhos. Mais raro ainda, é ver filhos que optam pela mesma profissão ou profissões complementares e, ainda por cima, que trabalham juntos! Isso é a glória!</p>
<p>Existem, ainda, crianças que se identificam com um vizinho, amigo da família, parente, padrinho e que, por se espelharem tanto,  querem ser como eles, devido a tamanha admiração e entrosamento.</p>
<p>Os pais tomam por base o que a criança gosta de fazer, seus interesses e pela observação do dia a dia escolar, social  e familiar.</p>
<p>Eu me lembro bem que sempre gostei muito de ler e escrever. Minha primeira referência foi o contato com minha mãe que nos deitava ao pé de sua cama e contava  histórias imaginárias para os filhos. Eu ficava ansiosa para chegar logo a noite e poder ouvir aquelas histórias fantásticas e poder imaginar, com todo o requinte de detalhes, na minha cabecinha de criança, tudo aquilo que era contado por minha mãe.</p>
<p>Já de meu pai, adquiri o gosto pela leitura, que onde quer que o via, estava com um jornal, revista ou livro debaixo do braço. Meu primeiro livro de leitura, foi, como não podia deixar de ser, &#8220;Reinações de Narizinho&#8221;, um dos livros mais conhecidos de Monteiro Lobato (escritor brasileiro).</p>
<p>Na escola sempre admirava as professoras de Língua Portuguesa e queria ser como elas. Era fácil para mim participar de ditados, composições e redações, e, não raro, meus feitos eram os escolhidos entre os melhores da classe. Era uma criança calada e tímida, porém, muito observadora e sempre disponível para ensinar e ajudar.</p>
<p>Quando cresci, tomei outros rumos na vida profissional  e deixei adormecido meu interesse pela escrita. Depois de tantos anos exercendo uma profissão que nunca havia planejado, mas que simplesmente aconteceu, resolvi abandoná-la e acertadamente, dar uma repaginada na minha vida profissional. Não quis ouvir mais conselho de ninguém e sim a voz do meu coração e me recordar das memórias que tive na infância.</p>
<p>Aliei o talento e a facilidade que sempre tive para escrever, com a naturalidade que desenvolvi para imaginar situações e criar histórias interessantes e originais.  A escrita sempre foi minha maior fonte de expressão.</p>
<p>Anos atrás, quando comecei a escrever e a relatar minhas experiências como secretária, mostrei um dos meus textos para alguns amigos, e uma amiga, em especial, espantou-se quando leu um texto meu. Ela me disse, com a mais sinceridade e naturalidade que alguém possa ter, que não acreditava que um texto daquele pudesse ter sido escrito por mim. Na época em que nos conhecemos eu ainda não escrevia. Só comecei a escrever uns dez anos depois e, nesse tempo,  muita coisa aconteceu e eu amadureci como pessoa e como profissional e, isso, é claro, se refletiu nos meus textos.</p>
<p>É por isso que, para ela, foi difícil associar uma coisa à outra. Aquela pessoa que ela conhecera anos atrás já não existe mais e deu lugar a uma outra pessoa, com novos pensamentos, crenças, valores, ideias, sonhos e desejos. Por outro lado, ela para mim, continuava a mesma pessoa e isso reforçou ainda mais nossa amizade que estava adormecida.</p>
<p>Outros amigos que reencontrei ao longo desses anos, me disseram que leram em algum lugar um texto meu e se admiraram também por dois motivos: primeiro porque não sabiam que escrevia tão bem e, segundo, porque estavam me dedicando a escrever aquele tipo de texto.</p>
<p>Respondi a eles que, por incrível que poderia parecer, nem eu mesma esperava que depois de tantos anos de carreira iria abandonar um trabalho para me dedicar a escrever textos para outras secretárias, fossem elas iniciantes ou não. Para mim também foi uma grande surpresa!</p>
<p>Esse ano meu site completa dois anos, porém,  já escrevia em outros sites há muito mais tempo e o número de acessos que recebo cresce a cada dia. Recebo muitos e-mails do exterior e fico feliz que, através da ferramente de tradução do google meus textos podem alcançar qualquer pessoa de qualquer país.</p>
<p>Nunca estive tão realizada e satisfeita na minha profissão.  Reconheci, mesmo que tardiamente, um talento que tinha desde a infância e transformei isso num trabalho, fonte de recursos e realização profissional. Hoje eu entendo perfeitamente o que é gostar do que se faz. Antes eu ouvia isso de umas poucas pessoas mas não conseguia entender bem o que significava. Para mim isso parecia uma coisa distante e até utópica. Achava que ganhar bem, ser promovida, receber elogios de chefe e ser parabenizada por um bom trabalho já era o suficiente. Porém, agora entendi perfeitamente o que isso significa: mesmo que ninguém valorize seu trabalho, mesmo que ninguém reconheça o seu talento, mesmo que ninguém a remunere adequadamente, mesmo que ninguém se interesse pelo seu trabalho e mesmo que ninguém a admire, você se sente feliz e satisfeita por fazer algo que lhe dá imensa satisfação e prazer. E é isso exatamente o que sinto hoje, e, ainda mais, quando tenho, felizmente, o reconhecimento de leitores  desconhecidos, porém, tão fiéis como vocês!</p>
<p>Reconheço, entretanto, que meu trabalho não teria valor ou sentido algum, sem a participação e o envolvimento de todos vocês que, mesmo no anonimato, me dão energia, motivação, criatividade e originalidade para escrever cada vez mais e melhor!</p>
<p>Resolvi escrever esse texto para que saibam que devem sim observar seus filhos, irmãos ou amigos próximos com um olhar atento e revelador. Essas crianças, embora  ingênuas, imaturas e ainda em processo de desenvolvimento físico, emocional e intelectual, revelam, desde a sua infância, talentos maravilhosos,  e se, por acaso, não estivermos atentos a isso, poderemos deixar passar uma bela história de sucesso e realização pessoal e profissional.  O elogio, o incentivo, a motivação e a oportunidade são fatores fundamentais para qualquer criança ter sucesso na profissão quando adulto.  Se vocês não se sentirem seguros o suficiente para perceber algum talento, pergunte aos amigos e familiares próximos e até aos professores.</p>
<p>Eles, com certeza, lhe darão a resposta que tanto procuram. Existe também, os testes vocacionais, que são aplicados por psicólogos especializados nessa área. Não se esqueçam de que a escolha de uma profissão,  sempre será deles, porém, enquanto jovens, façam tudo o que puderem para desenvolver um ou vários talentos que seus filhos venham a mostrar na vida.  Na vida adulta, eles poderão querer ou não seguir esses talentos da infância,  mas isso fica para pensarmos mais tarde.</p>
<p>Acreditem, o erro pode ser tão mais importante do que o acerto, em alguns casos,  e isso não  impossibilita ninguém de recomeçar e fazer diferente.</p>
<p>Fala-se muito em talentos da maturidade, ou seja, talentos que surgem ou renascem quando uma pessoa se aposenta e quer trabalhar ou ainda, quando se quer ter uma outra atividade. Outros ainda dizem que, quando estão na velhice, querem tornar um hobby da juventude uma profissão, porém, apesar desses argumentos, ainda acredito, que esses talentos estavam adormecidos desde a infância e que só agora, felizmente, foram resgatados. Nota-se também que a pessoa se encontra, enxerga uma nova maneira de ver a vida e o mundo, se sente mais útil, valorizada e mais feliz. Muitos até dizem que nunca se sentiram tão vivos, criativos e motivados como no momento atual. Sabem o segredo? Eu já disse, é fazer o que se gosta, na hora, como e quando quiserem. Infelizmente,  isso é um privilégio para poucos, mas acontece!</p>
<p>Eu também espero estar exercendo essa nova profissão na minha maturidade. O talento que nasce na infância, se solidifica, se fortalece, se renova, amadurece e ressurge mais completo na maturidade e isso é maravilhoso!</p>
<p>Coincidentemente, esse meu texto de no. 40, me fez lembrar de que engravidei aos 40 anos. Não sei se foi coincidência, acaso, destino, mas foi importante para relembrar que nunca é tarde para se fazer ou criar algo; no meu caso uma filha.</p>
<p>Da mesma forma que desejo que ela seja feliz, desejo o mesmo para vocês, sejam homens ou mulheres, jovens ou mais velhos, experientes ou não. Ela se chama Ananda (nome indiano, do antigo sânscrito)  e significa felicidade. É um nome muito comum na Índia e usado tanto por homens como mulheres. Ela ainda é uma criança, mas desejo que a felicidade que ela esbanja, a acompanhe por toda a sua vida.</p>
<p>Afinal, tudo o que o ser humano faz e busca na vida é para ter felicidade, por isso, desejo a todos vocês &#8220;Ananda&#8221;!</p>
<p>&#8220;Para estar junto, nem sempre é preciso estar perto. Para estar junto é preciso estar dentro&#8221;. (Anônimo). É o que sinto quando estou em contato com vocês.</p>
<p>Muito obrigada e boa sorte a todos vocês!</p>

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		<title>Procura-se uma secretária</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 19:09:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Nasser</dc:creator>
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Quem é secretária há mais tempo, irá se lembrar de como eram os anúncios para contratação de secretárias antigamente. Normalmente, as vagas eram veiculadas em jornais de grande circulação de São Paulo, onde destacavam-se alguns requisitos básicos: experiência, idade entre  25 &#8211; 30 anos, bonita, curso técnico em secretariado, exímia datilógrafa, redação própria e disponibilidade [...]]]></description>
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<p>Quem é secretária há mais tempo, irá se lembrar de como eram os anúncios para contratação de secretárias antigamente. Normalmente, as vagas eram veiculadas em jornais de grande circulação de São Paulo, onde destacavam-se alguns requisitos básicos: experiência, idade entre  25 &#8211; 30 anos, bonita, curso técnico em secretariado, exímia datilógrafa, redação própria e disponibilidade de horário.</p>
<p>Naquela época, não existia ainda computadores,  celulares e toda essa tecnologia disponível hoje. Muitas nem possuíam o registro de secretariado e exerciam a função sem ter a teoria como base. Contavam somente com a experiência adquirida com a prática.  Nem a função, nem a própria  profissional recebiam o reconhecimento e o valor que tanto mereciam, inclusive no aspecto salarial.</p>
<p>Também me lembro de que, logo no início de carreira, tive alguns chefes que não me apresentavam aos clientes quando eles vinham visitar a empresa. Meu chefe circulava por todo o departamento, apresentava todos os funcionários ao cliente e, passava por mim, como se eu não existisse. Na verdade, eu e muitas secretárias daquela e de outras empresas não existiam, ou melhor, não éramos importantes. Nós apenas trabalhávamos nela. Hoje, quando um cliente visita uma empresa, a primeira pessoa a quem ele é apresentado é a secretária do chefe, com todo o orgulho e referência que ela merece.</p>
<p>Muita coisa mudou de lá para cá. Hoje, um profissional de secretariado não só possui o registro para poder exercer plenamente suas funções,  como também é necessário falar fluentemente não só o inglês, mas também outro idioma, o que enriquece ainda mais seu currículo.  Atualmente, uma secretária com boa formação não fica mais restrita somente ao curso técnico, o que se tornou básico.</p>
<p>A grande maioria delas está em constate reciclagem profissional.  Muitas cursam uma  faculdade,  pós-graduação e até um MBA, além de participar de outros cursos paralelos, dependendo de seus interesses e também  para quem e em que área se trabalha. Algumas, inclusive, fazem cursos no exterior para se aprimorarem cada vez mais. Não é raro encontrar secretárias que possuem mais formação que alguns gerentes, e até mesmo, mais capacidade que seus próprios chefes.</p>
<p>Antes, mal se ouvia falar em cursos de reciclagem para secretárias, e quando apareciam alguns, eram muito caros e em horários que não atendiam às expectativas das secretárias. Os cursos também eram bem técnicos e básicos: redação comercial, arquivo, atendimento telefônico, etc. Hoje, há uma infinidade de cursos com os mais variados temas. Uma secretária interessada e que quer se desenvolver, conseguirá com certeza, aprimorar seus conhecimentos com tudo o que puder aprender dos cursos que participar. Além disso, há também eventos, seminários, congressos, palestras, sites e blogs de secretárias que estão constantemente trocando ideias e trazendo informações novas e valiosas para o dia a dia de qualquer profissional da área.</p>
<p>É por isso que, muitas delas, destacam-se na profissão,  são promovidas e até conseguem mudar de área quando a oportunidade aparece.  Apesar de você ter se formado em secretariado e gostar da profissão, não a impossibilita de traçar novos objetivos e planejar novos desafios profissionais porque essa profissional tem outros interesses, se renovou e se modernizou ao longo dos anos até mesmo por uma exigência do mercado.</p>
<p>Naquela época, bastava uma secretária ter aqueles requisitos básicos para que qualquer departamento, sob sua responsabilidade, fosse bem administrado.  Geralmente, ela ficava muitos anos numa mesma empresa, com o mesmo chefe, e, às vezes, até se aposentava naquela função. Por isso, quando alguma secretária dizia que tinha 15 anos de experiência como secretária, na verdade, tinha 15 anos de experiência trabalhando naquela empresa, para aquele chefe, ou seja, sua experiência ficava limitada a uma única empresa e chefe e quando ela mudava de emprego, tinha muita dificuldade de adaptação.  Nos dias atuais, tudo está bem diferente! Você poderá se deparar com secretárias até aposentadas que continuam trabalhando na empresa, muitas vezes, até em outras funções e ainda bastante motivadas e realizadas.</p>
<p>Pode-se dizer com a mais absoluta certeza de que, uma secretária realmente experiente é aquele que já trabalhou em inúmeras empresas dos mais diversos setores, teve vários chefes,  muitas atribuições, conheceu inúmeras equipes e departamentos. A experiência e a bagagem profissional adquirida entre uma e outra é totalmente diferente e, hoje, as empresas preferem secretárias mais multifuncionais que tenham esse tipo de experiência.</p>
<p>Décadas atrás, aquele modelo de secretária não podia testar sua inteligência ou sua capacidade de resolver problemas. O chefe ditava exatamente o que queria que ela fizesse. Eram poucos os desafios profissionais. Isso acontecia tanto para resolver um problema como para datilografar um texto. Ela ficava restrita a um bloco de anotações, uma caneta, ao chefe, ao telefone e a um único departamento. Não fazia interface com outros profissionais da empresa, nem conhecia as outras áreas da empresa.</p>
<p>A secretária se sentia muito distante das pessoas e os outros profissionais evitavam, por motivos diversos,  uma aproximação com a secretária do chefe.   É por isso que se tem ainda,  no imaginário coletivo,  por total desconhecimento das funções de uma secretária, o esteriótipo da secretária toda arrumadinha, que lixava as unhas e que ficava ao telefone com conversa fiada quando o chefe estava ausente. Raramente essas secretárias participavam do cotidiano da empresa, entendiam do negócio ou auxiliavam seus chefes como gostariam. Somente poucos executivos poderiam ter uma secretária, o que refletia,  é claro, na importância e no status desse chefe.</p>
<p>Hoje, quem realmente reconhece o valor de uma secretária e sabe da importância de se ter uma assistente de peso, não consegue trabalhar e executar bem suas funções sem uma boa profissional ou assessora ao lado. Ela resolve praticamente tudo para o chefe, e, principalmente, quando ele está ausente, é que ela trabalha mais.</p>
<p>São muitas suas atribuições: organiza reuniões e eventos, agenda compromissos, cuida de viagens, faz contatos comerciais, prepara relatórios e apresentações, recepciona clientes, etc., tudo para deixar seu chefe mais tranquilo e com tempo livre para resolver assuntos mais urgentes e relevantes.</p>
<p>Quando se conhece um executivo de sucesso, pode-se  ter quase certeza de que sua secretária é tão eficiente e capaz quanto ele. Eu faço a seguinte analogia: um profissional competente quer ter ao seu lado profissionais tão bons quanto ele e isso também serve para uma secretária.</p>
<p>Outro dia,  recebi um e-mail de uma  jovem estudante que queria ser secretária e que me perguntou se era verdade, segundo comentários de alguns colegas, que, para ser secretária, um dos quesitos, era ser bonita.   Quando li aquela mensagem fiquei bastante admirada. Quem será que ainda pensa assim em pleno século XXI?</p>
<p>As empresas modernas não se preocupam mais com a questão da beleza. Isso já faz parte do passado.</p>
<p>Eu me recordo bem que, no início de carreira, uma secretária de presidência contratou outra secretária de diretoria para trabalhar com um diretor. Essa mesma secretária iria  auxiliá-la também quando necessário. Eu trabalhava para outros diretores e minha mesa ficava ao lado dela. Na época, ela me disse que a tal secretária selecionada estava dentro do perfil, mas não sabia se seria bem aceita no departamento porque ela muito bonita.  Perguntei então, por que aquela dúvida. Segundo ela,  quando um profissional é muito bonito, sua competência é  colocada em dúvida.  Depois, ao longo dos anos, pude colocar sua teoria em prática e constatei que ela estava certa. As pessoas não dizem, mas, no íntimo, pensam se aquele ou aquela profissional é realmente capaz ou está naquela função apenas para enfeitar o ambiente ou porque teve indicação de alguém.</p>
<p>Os padrões mudaram.  Hoje, para se contratar qualquer profissional, pede-se sempre uma boa aparência o que não significa, necessariamente, ser bonito ou bonita e sim pessoas cuidadosas com sua aparência e higiene pessoal.  Torna-se até discrepante, porque quando um funcionário é muito bonito, chama muito a atenção; por outro lado, quando não é agraciado com essa qualidade, é fundamental que se cuide da aparência para ser aceito no emprego, porque, caso contrário, também chamará a atenção para o lado negativo.</p>
<p>Outro quesito muito importante levado em conta hoje em dia, é o equilíbrio emocional, ou seja, conseguir controlar suas emoções a todo o custo. Saber trabalhar em equipe, saber se relacionar com pessoas difíceis, ser multitarefa, proativa, lidar com vários níveis de pessoas, conseguir executar suas funções mesmo sob pressão, aceitar críticas, lidar com frustrações, etc. são apenas algumas características muito importantes que um profissional deve ter para ser contratado, em especial, uma secretária.</p>
<p>Dizem, os entendidos em seleção de pessoal, que se contrata um funcionário pelas suas competências profissionais, porém, ele é demitido pelo seu comportamento inadequado ou ineficiente.</p>
<p>As secretárias atuais podem contar com empresas especializadas em recrutamento e seleção que só selecionam e contratam secretárias de todos os níveis para os mais diferentes  ramos  de empresas. Os testes também ficaram mais específicos e complexos. Apenas uma entrevista pessoal não basta. Pode-se considerar a importância que essas secretárias têm hoje em dia e do grau de exigência  e expectativa que se tem em torno dessa profissional.</p>
<p>Os salários também subiram bastante, algumas até conseguem ganhar o equivalente a um gerente, dependendo de sua experiência, qualificação e disponibilidade. É por isso que muitas secretárias, como tantas outras profissionais, adiam a ideia de ter filhos porque sabem que isso acarretará problemas futuros no seu trabalho já tão intenso e, muitas vezes, estressante.</p>
<p>Grandes empresas anunciam  vagas em jornais com bastante destaque e, às vezes, até escritos em inglês, quando se trata de profissionais bilíngues, o que reforça que essas profissionais têm grande importância para essas empresas.  Apesar disso, muitas vezes, a vaga não é preenchida tão rapidamente, é necessário fazer alteração no perfil ou mesmo deixá-la pendente por muitos meses por não se achar a profissional  com os requisitos necessários para a função.</p>
<p>Deve-se levar em conta que, contratar uma secretária para trabalhar apenas para um executivo já não existe mais. Até as secretárias de presidência, muitas vezes, também secretariam outros executivos da empresa. Em geral, essa profissional atende de quatro a cinco executivos da empresa, sem contar as equipes que também são sempre numerosas.</p>
<p>As empresas modernas têm planos de carreira para essas profissionais, como também têm para outros funcionários da empresa. Através de constantes avaliações de desempenho, feed-backs, cursos internos e externos, pode-se avaliar o potencial de cada um e investir neles, se eles, obviamente, tiverem interesse. Antes, isso era impensável!</p>
<p>Também aproveito para deixar claro que os comentários que fiz a respeito das secretárias mais antigas e de outra geração, não se baseiam em opinião própria e sim trata-se de uma somatória de tudo o que ouvi e vi ao longo desses anos de profissão.</p>
<p>Para quem pensava que ser secretária era uma profissão menos nobre, fácil, que não necessitava de muito estudo ou era um cargo de segunda categoria,  deve reavaliar urgentemente seus valores e observar com outro olhar essa profissional .</p>
<p>E você, que pretende ser secretária ou já é, se habilita à vaga?</p>

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		<title>Qual é sua mancha cega?</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 03:33:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Nasser</dc:creator>
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É comum as pessoas falarem que querem ou pretendem ser pessoas melhores a cada dia e, para isso, dizem que é preciso aprender sempre, principalmente com os erros, tanto próprios como dos outros.  Também afirmam que não querem ser exemplo ou modelo para ninguém, nem no aspecto bom ou ruim. Buscam somente seu próprio [...]]]></description>
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<p>É comum as pessoas falarem que querem ou pretendem ser pessoas melhores a cada dia e, para isso, dizem que é preciso aprender sempre, principalmente com os erros, tanto próprios como dos outros.  Também afirmam que não querem ser exemplo ou modelo para ninguém, nem no aspecto bom ou ruim. Buscam somente seu próprio desenvolvimento pessoal para ter uma vida mais equilibrada e tranquila.</p>
<p>Afinal, o que todos nós queremos é evoluir como seres humanos, tanto no lado pessoal quanto profissional.  Mas como você faz isso? De que ponto você parte? Existe uma regra ou norma para se conseguir isso ou você utiliza um método próprio? É fácil falar, o difícil mesmo é colocar em prática, não é mesmo?</p>
<p>Tem gente que tenta de todas as maneiras, e faz da tentativa e erro, um meio desesperado para se conseguir algum resultado ou absorver algum aprendizado no seu dia a dia, o que nem sempre é conseguido. Esse técnica é conhecida como  &#8220;atire para todos os lados&#8221;, sem direção ou foco algum e, o que se puder absorver daquela situação, é lucro.</p>
<p>Descobri, em recente leitura, que todos temos uma mancha cega, e, às vezes, mais de uma, porém, existe sempre algum aspecto mais marcante ou repetitivo de nosso comportamento ou personalidade que salta mais aos olhos dos outros e que se torna negativo, sem, porém, que tomamos conhecimento disso. Isso acontece porque existem características da nossa personalidade ou de nosso comportamento que desconhecemos, porém,  outras pessoas percebem, o que muitas vezes, gera conflitos, repulsa, discussão, insatisfação, silêncio, etc., mas que, dificilmente, alguém revela o problema. São pessoas dos mais variados círculos: profissional, pessoal, familiar e, até íntimo.</p>
<p>Em entrevistas de emprego ou mesmo em dinâmicas isso é muito comum. A psicóloga ou selecionadora detecta algo de negativo no comportamento ou personalidade do candidato e o descarta da vaga. Ele não entende o motivo porque sabia que era um forte candidato para o cargo por se considerar preparado e experiente. A única resposta que recebe verbal ou por escrito, é que ele não estava no perfil desejado para a vaga. Uma vez perguntei a uma selecionadora em um curso poque isso acontecia. Disse a ela que, se fossem sinceras e nos falassem abertamente o motivo de termos sido eliminadas para determinada vaga, nos ajudaria a detectar nossa falha para melhorar profissionalmente. Ela me disse que eram proibidas de dizer o motivo real porque envolve aspectos íntimos e pessoais de cada pessoa e que isso poderia gerar negação do fato, discussão e conflitos, portanto, preferiam ser discretas e impessoais para não se envolver com o problema do candidato.</p>
<p>Sem dúvida alguma, somente através do feedback, isto é,  por meio de dar e receber informações sobre si mesmo e sobre os outros, é que poderemos reconhecer isso. Às vezes, identificamos a mesma característica negativa que temos nos outros, sem perceber que somos iguais a eles. Também pode acontecer de nos acharmos parecidos com aquela pessoa que revela algum aspecto negativo, porém, sempre a outra pessoa estará num nível bem pior que o nosso. Afinal, só os outros têm defeitos; nós não.</p>
<p>Acreditamos estar acima de qualquer suspeita. É por isso que usar de empatia nos constantes diálogos, trocar ideias e interagir de forma sincera entre você e a outra pessoa, é o que identificará suas dificuldades e, com isso, tentar solucioná-las na tentativa de melhorar sua relação interpessoal. Mas, lembre-se: querer mudar depende exclusivamente de você, porque existem muitas pessoas que descobrem quais são seus pontos cegos mas passam a vida toda convivendo com isso por não querer ou não conseguir eliminá-los de suas vidas.</p>
<p>Você também poderá fazê-lo com a ajuda de um psicólogo, terapeuta, coach ou mesmo entre amigos que estejam dispostos a ajudar você porque, por mais estranho que possa parecer, são justamente os amigos ou as pessoas mais próximas a você que têm mais dificuldade de expor seus defeitos. Afinal, eles não querem magoar, muito menos diminuir você e, com isso, abalar o relacionamento. É por isso, que, em geral, descobrimos nossa imagem cega em discussões com pessoas que não temos tanta afinidade ou que não gostamos. É nesse momento que as verdades, que nem sempre estamos preparados para ouvir, são ditas sem nenhum rodeio ou máscara.</p>
<p>A primeira etapa é reconhecer a existência dessa área cega e, em seguida, promover a mudança, o que é mais difícil. Afinal, ninguém gosta de receber críticas, mesmo que sejam construtivas, porque ainda, continuarão sendo críticas.</p>
<p>Existem coisas que sabemos a nosso respeito e outras, que desconhecemos. Por outro lado, há aspectos do nosso comportamento e personalidade do conhecimento ou desconhecimento dos outros que nos cercam, dependendo do nível de relacionamento e intimidade que temos com essas mesmas pessoas.</p>
<p>Talvez seja por isso que tantos casais se desentendem depois que se casam e muitos, até se separam.  Com as amizades acontece a mesma coisa, sejam elas recentes ou antigas. Somente no convívio diário é que se torna mais difícil fingir algo que não se é ou mesmo esconder o que se é. Acho que é da natureza humana querermos ser aceitos e fazer parte e um grupo e, por isso, mostramos somente nosso lado bom e encobrimos nossos defeitos.</p>
<p>Para exemplificar melhor,  digamos que você se considere uma profissional eficiente porque se acha proativa, decidida, dinâmica e que gosta de resolver todos os problemas de uma só vez. Nesse sentido, você se percebe como uma pessoa cheia de qualidades. Entretanto, a imagem que você transmite a uma ou mais pessoas é de uma pessoa exigente, ansiosa e autoritária e que na visão dessas pessoas, torna-se um defeito ou problema.  A isso se dá o nome de imagem, ponto, área ou mancha cega.</p>
<p>Todos temos pontos fortes e fracos, porém, quando esse aspecto negativo é muito evidente, ele encobre todas as suas qualidades e faz com que as pessoas se afastem de você e, você, não entende porque isso acontece.</p>
<p>Levou um susto? Reconhece esse fato como verdade ou insiste em dizer que os outros estão enganados ou que exageraram na descrição de seu perfil?</p>
<p>É realmente complicado admitir nossos defeitos, porém, reparar no dos outros sempre é mais fácil. Criticamos geralmente o próximo, mas não aceitamos receber críticas. Somente através de um feed-back bem direcionado e impessoal é que conseguiremos admitir nossa mancha cega.</p>
<p>Você, com certeza deve conhecer algum amigo que tenha uma mancha cega mas nunca teve coragem de dizer a ele e com ele deve acontecer o mesmo sobre você.</p>
<p>No ambiente profissional costuma-se perceber muito isso. Nota-se a mancha cega do chefe, do colega de trabalho mas não se fala nada para evitar constrangimentos ou mesmo ser mal-interpretado pelo colega. Por outro lado, eles percebem a sua mancha cega e também fingem que não notaram nada. Assim, a vida continua. Até em avaliações de desempenho isso não é revelado. As pessoas costumam ser muito sutis em seus comentários e são poucas as pessoas que detectam que há algo de errado com elas.</p>
<p>Muitas vezes se esconde algum aspecto para não causar algum mal-estar tanto a você como a seu chefe, mesmo que se trate de uma demissão. Há sempre uma frase pronta para dispensar o funcionário, porém, a verdadeira causa nunca é revelada.</p>
<p>É comum receber mensagens de secretárias comentando sobre o comportamento negativo do chefe e que elas têm de suportar. São insultadas, humilhadas e até rebaixadas profissionalmente diante de colegas de trabalho. Aos olhos dos outros, esse chefe é tido como difícil, incompetente e arrogante, porém, o chefe se acha um profissional perfeccionista, competente e impaciente e, por isso, não tolera atrasos, erros e exige muito de seus funcionários, segundo relatos dessas  mesmas secretárias.  Quando elas não conseguem mais aguentar a relação, discutem e até brigam com o chefe, e, em seguida, pedem demissão ou são demitidas. Dificilmente alguma secretária consegue falar abertamente com o chefe sobre esse problema para motivá-lo a mudar seu comportamento no intuito de melhorar o ambiente de trabalho e, com isso, receber um agradecimento sincero do chefe.</p>
<p>Recebi um desabafo de uma secretária no ano passado que conseguiu o inimaginável.</p>
<p>Tinha uma chefe com as características do caso anterior e que tinha tido inúmeras  secretárias que não ficavam na empresa mais de um mês por causa de seu jeito difícil. Passado uns meses e também já não aguentando mais aquele ambiente, pediu uma reunião com sua chefe e relatou tudo o que sentia e o que pensava dela. Sabia que seria demitida ou até expulsa da sala, mas enfrentou toda a situação com muita diplomacia e confiança. Acreditem, a chefe não aceitou que ela fosse embora e mudou radicalmente seu comportamento. Para melhor, é claro! Tornou-se outra pessoa e ficou irreconhecível desde então. Passou a respeitar e a valorizar o trabalho de sua secretária e de outros subordinados também. Segundo ela, continua trabalhando há treze anos com essa chefe e agora, todos na empresa gostam e a admiram.</p>
<p>Algumas secretárias até gostariam de trabalhar com ela também por ter se tornado uma pessoa equilibrada e educada. Estranhou essa estória? Eu também. Milagres também acontecem.</p>
<p>Se você perceber algo estranho em sua relação ou convívio com pessoas próximas, tente verificar o que está acontecendo. Torço para que essa mancha cega se torne tão visível aos seus olhos como é aos dos outros. Só assim poderá analisar a causa disso, fazer uma reavaliação profunda sobre seu comportamento e personalidade a fim de promover uma mudança interna que necessitará de uma adaptação tanto sua como dos outros a essa nova fase. A partir daí será capaz de resolver problemas e dificuldades com determinação e maturidade e, assim, resgatar a alegria e  conquistar uma vida mais equilibrada em busca do seu autoconhecimento. Faça dessa experiência, um momento de aprendizado único e especial em sua vida!</p>

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		<title>Todo dia é dia da secretária</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Oct 2011 18:49:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Nasser</dc:creator>
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No último dia 30 de setembro comemorou-se o dia da secretária. Milhares de secretárias no Brasil todo comemoraram, cada uma do seu jeito, o seu dia. 
Presentes originais,comuns,repetidos, caros, baratos, flores, cartões, almoços, happy-hours, shows, eventos, palestras, treinamentos, cursos e até mesmo a opção de escolher o presente que realmente precisa e deseja, são alguns dos mimos merecidos [...]]]></description>
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<p>No último dia 30 de setembro comemorou-se o dia da secretária. Milhares de secretárias no Brasil todo comemoraram, cada uma do seu jeito, o seu dia. </p>
<p>Presentes originais,comuns,repetidos, caros, baratos, flores, cartões, almoços, happy-hours, shows, eventos, palestras, treinamentos, cursos e até mesmo a opção de escolher o presente que realmente precisa e deseja, são alguns dos mimos merecidos que toda secretária costuma receber de chefes, equipes, clientes e até fornecedores, dependendo do seu entrosamento e relacionamento que há com cada um deles. É pelo presente que se sabe qual é a importância e reconhecimento que alguém dá a você.</p>
<p>Existem muitos outros profissionais que têm sua data comemorativa, porém, são as secretárias as mais presenteadas e lembradas nas empresas, porque sabe-se de sua fundamental importância para o bom funcionamento e organização da rotina de vários departamentos de uma empresa.</p>
<p>Infelizmente você já deve ter presenciado colegas secretárias que não foram cumprimentadas pelos seus chefes ou mesmo que receberam apenas os parabéns sem muita emoção ou verdade. </p>
<p>Da mesma forma que em todo final de ano fazemos uma retrospectiva do ano que tivemos e refletimos se o ano foi bom, se alcançamos nossos objetivos, se tudo que planejamos aconteceu, se tivemos mais surpresas agradáveis do que desagradáveis, se foi um ano de sorte, etc., no dia da secretária também acontece algo parecido. Pelo menos, comigo acontecia uma reflexão sobre o ano até o momento presente e uma análise de toda a minha carreira profissional, experiência, dedicação, tudo o que investi, estudei, aprendi, enfim, tudo de bom e de ruim que me aconteceu naquele ano.  Não sei se com você acontece ou já aconteceu o mesmo.</p>
<p>Sei que muitas secretárias esperam quase o ano todo por esse dia e outras ainda que não se importam tanto, porém, é justamente nesse dia que são reservadas as mais agradáveis surpresas ou decepções.</p>
<p>Não sei se estou sendo emotiva ou sensível demais tendo esse pensamento mas, sabendo que uma secretária tem de estar sempre de bom-humor, nem que seja de mentira, bem apresentável, equilibrada, evitar erros, estar disponível e ainda ser uma espécie de confidente, conselheira, conciliadora, psicóloga, amiga e principalmente, a profissional que resolve tudo a todo momento para todo mundo, nada mais justo de que, pelo menos nesse dia, ela seja mimada e reconhecida por toda a sua dedicação e competência e se sinta a pessoa mais importante da empresa.</p>
<p>Sem dúvida nenhuma é uma data especial. Hoje em dia, o comércio já incluiu essa data em seu calendário de festividades e faz questão de anunciar e lembrar aos seus clientes e consumidores sobre o dia 30 de setembro. Exemplo disso são as floriculturas e perfumarias.   </p>
<p>É interessante como o dia 30 de setembro causa tanto impacto nas secretárias. É diferente de ser lembrada e presenteada no dia de seu aniversário ou mesmo no Natal. É justamente nesse dia que as secretárias diferenciam-se uma das outras, sentem-se ou não valorizadas e reconhecidas pelos seus chefes. É por isso que tudo o que acontece nesse dia serve de termômetro para a secretária e o chefe avaliarem como está o relacionamento profissional e entrosamento pessoal entre eles.</p>
<p>O presente que seu chefe lhe dá nesse dia  traz uma simbologia muito forte. O presente representa na verdade todo o reconhecimento, consideração e valorização que seu chefe sente por você.   </p>
<p>Foram muitos os momentos que passei nesse dia. Tive chefes que se esqueceram e saíram na hora do almoço para me comprar bombons e flores, outros que anteciparam o presente porque estariam em viagem no dia, um chefe que me deu presente atrasado porque estava em férias, um que me presenteou de forma automática por se sentir na obrigação e ainda outros que não fizeram questão de se lembrar e não se interessaram pela data. Até presente usado eu já recebi. Notei pelo mal aspecto da caixa e pelo papel amassado que havia sido um presente providenciado  às pressas. Nem quis usar e dei de presente para a primeira pessoa que viu o presente, no caso, a copeira.</p>
<p>Talvez seja por isso que, atualmente, o RH se preocupa muito com essa data. Organizam eventos e presenteiam as secretárias independentemente da atitude que os chefes terão, pois o objetivo é não deixar a data passar em branco.</p>
<p>É claro que nesse dia a agitação do escritório e a pressão do trabalho não diminuem e, muito menos, as cobranças dos chefes e equipes. Porém, acredito que sempre existirá um espaço na agenda do chefe para tornar esse dia inesquecível e mais feliz, porque, em geral, o presente que cada secretária recebe sempre vem acompanhado de palavras e gestos de agradecimento, reconhecimento e valorização dos serviços prestados.  Sem dúvida nenhuma, isso eleva a auto-estima de qualquer profissional, principalmente de uma secretária.</p>
<p>Espero sinceramente que nesse dia você tenha tido um dia muito especial. Que as palavras que ouviu, os presentes que recebeu e as surpresas agradáveis  tenham tornado o seu dia ainda mais inesquecível. Desejo ainda que, esses bons momentos, se repitam sempre porque você merece.</p>
<p>Porém, se nesse dia você não foi lembrada ou não teve a atenção que esperava, não se desiluda e não se diminua. Cada secretária sabe de tudo o que passou para estar na posição em que está e, exatamente por isso, sabe do seu valor, da sua dedicação e capacidade e não será qualquer chefe que a fará pensar diferente.</p>
<p>Parabenize você mesma pelas suas conquistas e competência!</p>
<p>Para ser uma secretária de sucesso é necessário ter vocação e não apenas considerar a profissão como uma tábua de salvação por não ter feito nenhuma faculdade ou não ter conseguido se realizar em outra profissão. Muitos acham a profissão fácil e que não exige muito conhecimento, responsabilidade,estudo ou inteligência. Há outros ainda que desvalorizam, rebaixam, a discriminam e rotulam essa profissional de secretariado. Entretanto, quem conhece a fundo a rotina de uma secretária, muda radicalmente de opinião e passa a admirá-la.</p>
<p>Lembre-se sempre de que, o sucesso de muitos chefes dependem, em grande parte, de suas secretárias, porém, o seu, depende unicamente de você!</p>
<p>Parabéns!</p>

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		<title>A força da palavra</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jul 2011 15:43:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Nasser</dc:creator>
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Em geral, toda secretária possui algumas características em comum que são fundamentais para o exercício da profissão. Um exemplo básico, é a facilidade de se comunicar, seja de que forma ou com quem for.
O ser humano se comunica de diferentes formas para expressar o que sente. Isso varia de pessoa para pessoa, de acordo com [...]]]></description>
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<p>Em geral, toda secretária possui algumas características em comum que são fundamentais para o exercício da profissão. Um exemplo básico, é a facilidade de se comunicar, seja de que forma ou com quem for.</p>
<p>O ser humano se comunica de diferentes formas para expressar o que sente. Isso varia de pessoa para pessoa, de acordo com a personalidade de cada um, e depende da idade, sexo, raça, religião, crenças, nível cultural e social de cada um.</p>
<p>Também é fundamental levar-se em conta a situação vivida, ou seja, se é uma situação totalmente nova ou recorrente, o ambiente, o grau de familiaridade com o agressor e o nível de emoção da pessoa agredida para definir se o seu comportamento e atitude em relação à ação e reação a ser tomada será eficaz, como também o grau de impacto gerado frente a uma ou mais pessoas.</p>
<p>Agimos e reagimos diferentemente diante de algum problema e, não raro, encontramos outras formas de resolvê-lo, mesmo quando ele se repete, o que reflete nosso nível de tranquilidade, poder de julgamento, maturidade, equilíbrio, raciocínio, segurança e criatividade.</p>
<p>Quantas vezes, em sua vida, especialmente em seu ambiente de trabalho, você não quis dizer alguma coisa e disse outra totalmente diferente, ou mesmo se calou quando deveria se pronunciar para se defender ou mostrar seu ponto de vista em determinada situação. Isso acontece se formos sensíveis ou vulneráveis a certos assuntos e, por isso, ficamos apáticos, medrosos e inseguros para responder, o que representará aos olhos dos outros, uma forte ingenuidade, timidez, ignorância, passividade e insegurança para agir.</p>
<p>Por outro lado, o contrário também poderá ocorrer, ou seja, se formos rápidos e firmes para responder a algum comentário ou ataque, demonstraremos ser mais agressivos, destemidos, confiantes e inteligentes.</p>
<p>Quantas vezes você não se surpreendeu com amigos e colegas tendo determinada reação quando você poderia jurar que aquilo jamais aconteceria ou que, aquela pessoa deveria ter tido outra atitude.</p>
<p>Até você mesmo, quando se depara com algum problema e resolve a situação de uma determinada forma, logo em seguida, fica se remoendo, porque deveria ter agido de uma forma completamente diferente mas que, na impulsividade e no calor da emoção, tomou uma atitude totalmente inversa da desejada, o que, muitas vezes, o prejudicou, profissional e socialmente.</p>
<p>Em casa, no trabalho, com amigos ou mesmo entre desconhecidos é preciso ter uma certa dose de equilíbrio para saber usar ou não a palavra na hora certa. Aliás, isso é fundamental. Pensar o que poderia ter dito ou feito depois de algum fato acontecido de nada adiantará. O tradicional argumento de que &#8220;se eu tivesse falado ou feito aquilo&#8230;&#8221;, &#8220;se eu não estivesse tão nervoso&#8230;&#8221;, &#8220;por pouco eu não&#8230;&#8221;, &#8220;eu quase&#8230;&#8221;, &#8220;tive de contar até dez para&#8230;&#8221;, &#8220;respirei fundo para não&#8221;, &#8220;como eu pude deixar aquilo acontecer comigo&#8221;, &#8220;se fulano não tivesse se intrometido&#8221;, &#8220;da próxima vez eu,,,&#8221;, &#8220;isso não irá mais se repetir&#8221;, etc., perde o sentido, após o fato ter acontecido.</p>
<p>Até mesmo quando se consegue pensar antes de se pronunciar a primeira palavra, muitas vezes, até sem perceber, falamos de uma forma que a pessoa não consegue entender, ou pior, entende o recado de forma totalmente errada e distorcida. Por isso, deve-se pensar duas vezes, ou seja, pensar bem antes de falar e, ainda, imaginar se o que for dito, será plenamente entendido pelo receptor da mensagem.</p>
<p>Se você foi feliz ou não em determinada situação é um mérito só seu e também de nada garantirá que determinada pessoa não o provoque novamente ou que aquele fato não se repita. Tudo dependerá do seu estado de espírito no dia.</p>
<p>Até mesmo quando não dizemos nada frente a algum problema, estamos, falando muito ao julgamento dos outros. Por isso, muitas vezes, calar poderá ser a melhor ou pior alternativa em determinado momento.</p>
<p>Existem também aquelas pessoas que esperam os ânimos se acalmarem para só então agir. Costumam chamar a pessoa em particular para expressar o que pensam e sentem. Em geral, isso também dá resultado e sua imagem muda radicalmente em relação àquela pessoa, embora nada garantirá a boa convivência entre as partes.</p>
<p>Brigar, xingar, ignorar ou mesmo deixar de falar com determinada pessoa, mudar de departamento, de emprego ou de chefe, fingir que nada aconteceu ou mesmo difamar a tal pessoa aos quatro cantos, também não são as melhores alternativas.</p>
<p>Uma vez, ouvi em entrevista, um famoso psiquiatra brasileiro comentar que, desde jovem sofria com esse tipo de problema. Não sabia se defender ou responder à altura quando era necessário, embora sempre tivesse a resposta na &#8220;ponta da língua&#8221;, porque preservava muito a elegância e a educação.</p>
<p>Era comum gaguejar, ter argumentos desconexos, ou mesmo se perder no pensamento quando precisava expressar seu sentimento.</p>
<p>Sempre se achou uma pessoa inteligente e madura, porém, por insegurança e timidez, deixava sempre a desejar quando precisava agir.</p>
<p>Vendo-se sem saída, desenvolveu uma tática infalível. Com tranquilidade, pensou em todas as situações já vivenciadas e as analisou em detalhes. Como um roteiro, planejou atitudes e respostas para cada uma delas. Foi um pouco trabalhoso, porém, quando aquele tipo de situação se repetia, em maior ou menor intensidade, era só se lembrar do roteiro para falar e agir conforme o planejado. Assim, mostrou-se ser uma pessoa mais segura e confiante e, aquelas pessoas que costumavam importuná-lo, aprenderam a respeitá-lo e perderam a força.</p>
<p>Peguei aquele exemplo para mim e procurei fazer o mesmo. E não é que deu certo? Não foram poucas as vezes em que pude &#8220;tirar uma carta da manga&#8221; e dizer minha opinião sobre determinado assunto ou agir adequadamente em um momento crítico.</p>
<p>Já, as pessoas mostravam-se boquiabertas ou então calavam-se frente ao meu comentário, ora agressivos, ora gentis, porém, sempre ditos com muita firmeza, personalidade e propriedade.</p>
<p>Pude me sentir muito mais aliviada e segura de mim mesma. Por isso, se você se sente vítima de situações desse tipo, faça o teste.</p>
<p>Em teoria, poderá soar estranho fazer isso, porém, na prática, essa técnica se mostrará muito eficiente.</p>
<p>Caso não consiga criar boas alternativas para determinado problema e não saiba o que e como falar, converse com amigos ou pessoas que admira, pois, certamente, elas lhe ajudarão muito. E você, com certeza, aprenderá a se defender e a ser uma pessoa mais livre, dona de si e, acima de tudo, mais respeitada.</p>
<p>Lembre-se de que, não é você que é mal-educado ou indelicado por responder e sim quem fez o comentário maldoso ou desagradável em um momento inoportuno.</p>
<p>Acredite: mais do que a força física, o poder de uma palavra pode derrubar uma pessoa.</p>

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		<title>Sem tempo para ter tempo</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jun 2011 22:13:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Nasser</dc:creator>
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Ei, você aí! Será que você teria  um tempinho ou algum tempo disponível para ler esse texto? Talvez seja bom para você.
Como é comum ouvir tais comentários: o tempo é curto;  tempo é dinheiro; o tempo vale ouro; a vida passa rápido demais; as horas voam; etc. Tempo, tempo, tempo. Sempre o tempo [...]]]></description>
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<p>Ei, você aí! Será que você teria  um tempinho ou algum tempo disponível para ler esse texto? Talvez seja bom para você.</p>
<p>Como é comum ouvir tais comentários: o tempo é curto;  tempo é dinheiro; o tempo vale ouro; a vida passa rápido demais; as horas voam; etc. Tempo, tempo, tempo. Sempre o tempo se torna o vilão ou a salvação, entre outros fatores, para a conclusão ou não do que precisamos fazer, não é mesmo?  Ele é, por assim dizer, é o responsável por tudo de<br />
bom ou ruim que possa nos acontecer.</p>
<p>Por que será que sempre dizemos que não temos tempo para nada, que estamos sempre correndo para dar conta de nossos compromissos profissionais, tarefas domésticas e assuntos pessoais e familiares? Apesar de toda a tecnologia disponível e de novos equipamentos lançados frequentemente, ainda reclamamos da falta de tempo e sempre deixamos algo inacabado ou alguém para trás.</p>
<p>Nesse caso, é imperativo se observar o que é prioridade, o que é realmente urgente ou o que é muito importante que se faça ou se resolva imediatamente.</p>
<p>Embora, muitos digam que, seja uma questão matemática ou de simples logística, diria que, na maioria dos casos, torna-se uma escolha puramente emocional e pessoal.</p>
<p>Quantas e quantas vezes você se viu em uma situação dessas, seja ela de âmbito pessoal ou profissional, como resolver pendências de seu chefe, e, muitas vezes, a opção escolhida não teve o resultado desejado por você.</p>
<p>Uma vez estava no meu trabalho terminando uma apresentação para uma reunião que aconteceria no dia seguinte, quando, do nada, meu chefe me pediu para parar tudo o que estava fazendo porque ele tinha um roteiro de um país na Europa escrito em inglês e queria que eu o traduzisse o mais rápido possível porque um dos diretores iria viajar de férias no dia seguinte e, para agradá-lo, queria presenteá-lo com esse mini guia de passeios e pontos turísticos do país.</p>
<p>Nesse momento, perguntei: “Chefe, mas ainda não terminei a apresentação que você me pediu e que é urgente. Posso deixar para fazer o roteiro de viagem depois? Ele, sem titubear, me respondeu: “Não. Isso é prioridade agora”. Conclusão: Fiz a tradução o mais rápido que pude, inclusive eliminando e resumindo alguns detalhes do roteiro<br />
que achei desnecessário e o entreguei ao tal diretor que iria viajar no dia seguinte. O relatório, por sua vez, foi terminado, porém, precisei ficar até mais tarde no escritório e chegar mais cedo no dia seguinte para poder entregá-lo também no prazo estipulado.</p>
<p>Nem é preciso comentar que fiquei esgotada naquele dia, deixei de fazer meus afazeres e cumprir com meus compromissos.</p>
<p>Deu para entender? Em se tratando de chefes, muitas vezes, existem  assuntos urgentes, em que os pessoais se sobrepõem aos profissionais, embora você não concorde, mas aceite como prioridade. Nesses casos é necessário usar de sua competência, agilidade,  jogo de cintura para resolver esses impasses.</p>
<p>Como você deve saber, existem muitos livros, manuais e dicas de administração do tempo para você poder se organizar melhor e, consequentemente, fazer seu dia render mais e, assim, se tornar mais proativa.</p>
<p>Independente das atividades profissionais do seu dia a dia ou de compromissos inesperados que chegam até você mais rápido que um foguete, tente levar em conta suas necessidades pessoais.</p>
<p>Aliás, quanto tempo seu chefe dispensa a você e vice-versa? Independente se for pouco ou muito, vocês conseguem manter uma comunicação satisfatória no dia a dia?</p>
<p>Se você é daquelas que nunca tem tempo para nada, que sua vida é só se dedicar ao trabalho e que, para dar conta do recado, seu dia passa a ter mais de 24h, que o resto é resto ou fica em segundo ou terceiro planos, tome cuidado, porque, a única prejudicada sempre será você.</p>
<p>Tem gente que mata o tempo realizando coisas inúteis, até mesmo por não ter nada interessante pra fazer; outras, no entanto, ganham tempo, aproveitando cada milésimo de segundo dele. Você conhece pessoas assim?</p>
<p>Lembre-se:  se o tempo lhe escapa pelas mãos, se seu dia acaba, se mais um mês se vai e um novo ano recomeça e você está sempre sem tempo para você e para os amigos, para o amor, para o lazer e a família porque está sempre correndo (para onde?) a favor ou contra o tempo, saiba que, sempre haverá tempo para expressar e receber um gesto de carinho, para pronunciar uma palavra de conforto, tempo de aprender e reaprender, tempo para meditar e pensar, tempo de recomeçar ou terminar, tempo para planejar, tempo de parar, tempo para mudar, tempo para perdoar e ser perdoado, tempo para descansar, tempo para esquecer e se lembrar, tempo para se divertir, tempo para dormir, tempo para sonhar e depois acordar, tempo para se conhecer, enfim, ter tempo para viver a vida e muito mais, se você tiver tempo de se permitir.</p>
<p>O único tempo que você não pode excluir da sua vida ou ter algum controle,  é o tempo de envelhecer, e, com ele, todas as suas consequências.</p>
<p>Se conseguir fazer com que seu tempo não a aprisione e sim a liberte, certamente, usando de bom senso e equilíbrio, haverá tempo para tudo, ou pelo menos, para os assuntos realmente relevantes, pois sem ele, a vida é nada!  Afinal, ainda há tempo…</p>

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		<title>As aparências enganam</title>
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		<pubDate>Tue, 31 May 2011 17:06:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Nasser</dc:creator>
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<p>É engraçado como temos o hábito de analisar e prejulgar as pessoas pelas aparências, não é verdade? Se vemos alguém muito bem vestido ou com o carro do ano achamos que a pessoa está bem de vida ou que está  financeiramente melhor que você.  Se conhecemos alguém e,  naquele momento, a pessoa nos trata muito bem, a definimos como uma pessoa de bons modos. Se ocorre o contrário  e a pessoa não é simpática ou atenciosa como deveria, achamos que  é mal-educada ou grosseira.  Porém, se  ela se mostra falante,  é tida como extrovertida;  se está calada, é introvertida;  entre outras constatações instantâneas que normalmente se faz.</p>
<p>Afirmam, os entendidos em psicologia, que são necessários apenas três segundos, três segundos somente para se ter uma opinião formada sobre alguém, seja ela verdadeira ou não, ou seja, são colocados rótulos nas pessoas, mesmo sem elas saberem. Mediante determinada análise que é feita de alguém, garante-se ou não sua admissão, o que em geral, é muito comum em seleção de emprego. Por  isso, atenção à forma como se comporta, se veste, fala e age, porque, muitas vezes, criamos uma imagem diferente do que realmente somos aos outros e, se, na entrevista você  cometer alguma falha ou deslize, saiba que poderá colocar sua contratação em risco.</p>
<p>Na verdade, leva-se muito tempo, anos até, para alguém nos conhecer bem e saber quais são nossos pontos fortes e fracos para só assim,  formar um relacionamento forte, sincero e duradouro. Além disso, estamos sempre tentando nos conhecer melhor, fazemos sempre auto-críticas, auto-análises e estamos em constante processo de evolução e mudança. Muitas vezes, uma maneira de ser ou um comportamento que você tinha há alguns anos, pode ter se alterado completamente para melhor ou pior.</p>
<p>Outros clichês como &#8220;nem tudo o que reluz é ouro&#8221;; &#8220;parece mas não é&#8221;, entre outros, que costumamos usar para definir o que sentimos quando estamos diante de algo ou alguém,  têm o mesmo sentido para o que quero discutir.</p>
<p>Eu me lembro bem quando fui trabalhar em uma empresa onde, aparentemente, todas as secretárias tinham o mesmo nível educacional e salarial, até porque executavam o mesmo tido de serviço e trabalhavam para executivos do mesmo nível. Porém, havia uma secretária que se vestia muito mal, tornava-se gritante o jeito como se apresentava no escritório se a comparássemos com as outras secretárias.</p>
<p>Não usava maquiagem, não se preocupava com a aparência e não se vestia bem.  Além disso, raramente aparecia com alguma peça de vestimenta nova.  As outras secretárias se indignavam e se incomodavam muito com aquilo. Comentavam comigo que ela não deveria ser assim, que a empresa era de grande porte, que oferecia bons salários e ótimos benefícios para os funcionários se apresentarem bem na empresa perante outros funcionários e clientes.  Diziam, as más línguas, que até as recepcionistas se vestiam melhor que ela.</p>
<p>Algumas secretárias  me disseram que gastavam uma boa parte de seu salário em roupas, maquiagem, cuidados pessoais para se apresentarem semmpre elegantes no trabalho, mesmo embora tendo de gastar até mais do que deveriam  e que,  por isso, aquela secretária deveria fazer o mesmo ou, pelo menos, o mínimo exigido pela profissão.</p>
<p>Como disse, era nova na empresa e não conhecia bem as outras secretárias. O único comentário que fiz era que talvez ela tivesse alguma dívida, despesas com a escola dos filhos, contas a pagar ou talvez o marido estivesse desempregado e ela era obrigada a se responsabilizar por todas as despesas da casa e que, como ela, também achava estranho ela ter aquela aparência.  Depois que eu fiz tal comentário, a secretária me disse que isso era difícil de acontecer, até porque ela era uma funcionária antiga e agia assim há muito tempo.</p>
<p>Soube, quase dois anos depois, por essa mesma secretária, quando eu nem trabalhava mais lá, que a tal secretária desleixada, como era chamada, realmente tinha de sustentar a casa porque o marido não trabalhava e vivia de trabalhos temporários.</p>
<p>Por isso, mesmo que ela quisesse, não poderia se dar ao luxo de gastar o salário com ela. Com certeza, ela se sentia muito mal com tal situação, porém não tinha outra alternativa.</p>
<p>Talvez, os  julgamentos que fazemos das pessoas façam parte do nosso inconsciente coletivo ou mesmo a ideia ou o desejo de fantasiarmos uma característica que gostaríamos que tal pessoa tivesse e não tem.</p>
<p>Prejulgamos  a todo o instante as pessoas pela beleza ou ausência dela, pela competência ou não, pela inteligência ou limitação, pelo padrão social e econômico, por sua opção sexual, pelas crenças e religiões, e, principalmente pela cor e raça.</p>
<p>Acho que tudo depende do estado de espírito da pessoa naquele instante e das experiências que se tem com ela.  Eu mesma já me enganei inúmeras vezes e muitas pessoas já se enganaram comigo. Talvez, com você também já deve ter acontecido algo semelhante e devem ter feito um juízo errado da sua pessoa.</p>
<p>Acredito que o julgamento mais sensato e eficaz  é o de caráter e o nível de empatia que essas pessoas manifestam pelos outros.</p>
<p>Pude comprovar isso durante os anos em que trabalhei em diversas empresas. Conheci inúmeras pessoas, desde o mais alto escalão até funcionários com cargos mais simples e salários mais modestos. Quando as conhecia tinha uma impressão delas, boa ou ruim, entretanto, depois de algum tempo de convivência,  minha análise sobre aquelas pessoas  havia mudado drasticamente para melhor ou pior.</p>
<p>É por isso que, muitas vezes,  guardava tal percepção só para mim e não comentava com ninguém, até para não cometer nenhuma injustiça.</p>
<p>Às vezes,  passamos uma imagem de ser de um jeito que não gostaríamos de ser ou mesmo cuja imagem não condiz com a realidade. Um exemplo prático: uma colega de trabalho sabe de um problema seu que você mesma a confidenciou em um momento de desabafo e fragilidade e, a partir daí, ela tenta sempre dar conselhos ou dicas para você resolvê-lo, mesmo sem você pedir.  O que você acharia dessa pessoa?</p>
<p>Uns acharão que ela é intrometida por se meter na vida dos outros; outros, porém, perceberão que ela gosta muito dessa colega e só quer ajudar com palavras de auxílio e conforto.</p>
<p>Tive uma outra experiência em outra empresa em que uma gerente se vestia muito bem, estava sempre com a aparência impecável, morava em um bairro nobre, embora em apartamento alugado, tinha carro importado, mesmo não sendo novo, usava telefone celular, em uma época em que somente altos executivos e pessoas ricas poderiam ter esse privilégio,  frequentava bons restaurantes e lugares da moda, viajava quase todo final de semana com amigos e usava jóias caras. Achava engraçado porque se vestia até melhor do que muitas executivas com cargos e salários melhores que o dela.  Por isso, pensava que ela deveria ganhar bem e que, por ser solteira e sem filhos, não se importava em gastar.</p>
<p>Depois de algum tempo, soube pela secretária dela, que essa gerente havia pedido a ela um dinheiro emprestado para cobrir despesas com o cheque especial, senão seu crédito poderia ser cortado. Além disso, ela precisaria de um dinheiro extra, em caráter de urgência, para ajudar um irmão doente com despesas de remédios  e afins.</p>
<p>Naquele dia, a secretária comentou com ela como poderia não ter dinheiro e estar endividada porque parecia ganhar bem e ter um padrão de vida muito bom e bem superior à maioria dos funcionários dali.</p>
<p>Pois, acreditem, a tal gerente, muito sem graça e com toda a sinceridade que possam imaginar, disse,  em tom revelador, que tinha aquele padrão de vida e vivia daquele jeito porque seus amigos eram executivos de alto escalão, tinham bons salários e precisava acompanhar o ritmo e o de padrão de vida deles para se manter no mesmo meio social e poder ter a amizade e o apoio deles caso precisasse de um favor ou uma recolocação profissional.</p>
<p>Depois que soube disso, comecei a perceber que, realmente, as pessoas se unem aos seus pares por questões de necessidade ou mesmo de sobrevivência no mundo empresarial. Raramente fazem isso por afinidade ou amizade.  Dificilmente você vê uma secretária almoçando com uma recepcionista, ou mesmo tendo algum tipo de relacionamento que não seja alguém do seu círculo. Em geral, elas almoçam com secretárias do mesmo nível delas, ou seja, gerência com gerência, diretoria com diretoria, presidência com vice-presidência. Inclusive, os próprios diretores raramente são vistos circulando com assistentes ou gerentes, em geral, preferem se aproximar de pessoas com cargos iguais ou superiores aos que possuem.</p>
<p>Certa vez,  uma secretária amiga minha me disse que gostava de ter amizade com pessoas cultas e bem de vida porque era como se ela fizesse parte daquele mundo também e que preferia se relacionar com pessoas do mesmo nível dela ou superior, nunca inferior. Era uma forma dela se sentir importante e vaidosa por ter amigos influentes.</p>
<p>Existem também o papel dos chefes e superiores que, muitas vezes se mostram aos clientes e demais funcionários da empresa como uma pessoa educada, acessível e equilibrada, porém, quando está em contato direto com sua secretária e seus subordinados diretos, mostra-se outra pessoa. Muitas vezes, é arrogante, mal-educado, insensível e extremamente exigente. O contrário também acontece. Às vezes, pinta-se a pessoa de uma forma tão feia e depois verifica-se  perante seus funcionários e pessoas próximas que, determinada imagem que se faz daquele executivo está deturpada por pura lenda e fantasia.</p>
<p>Também me recordo de um funcionário que tinha um bom relacionamento com todos na empresa. Porém, quando pediu demissão para ir trabalhar em outra empresa, mal conseguiu se despedir dos funcionários. Muitos diziam que estavam em reunião, outros muito ocupados preparando relatórios e outros ainda, demoravam-se mais ao telefone para não ter de se despedir. Afinal, como muitos diriam, ele já era carta fora do baralho e, para muitos, o relacionamento com ele fora da empresa não serviria mais para nada.</p>
<p>Afinal, ninguém é tão ingênuo ao ponto de não saber que nas empresas existem interesses e os relacionamentos de amizade e profissionais giram sim, em torno de interesses próprios.</p>
<p>A verdade sobre essa situação irá depender da pessoa e com quem ela se relaciona.  Já tive essa experiência estando dos dois lados: umas vezes minha sugestão foi ouvida, já em outras, tive de parar com aquele comportamento porque a pessoa não estava interessada em ajuda.  Na situação contrária, também gostei de ouvir as sugestões ou mesmo críticas e, em outras, também pedi para a pessoa se calar e não se envolver.</p>
<p>Acho que o segredo para lidarmos bem com esses impasses é usar de sinceridade e sempre perguntar à pessoa se ela quer ajuda, se precisa de conselhos ou dicas para resolver seus problemas. Só assim, não seremos inconvenientes e, teremos certeza, de que alquela pessoa irá aproveitar bem nossas sugestões. Caso contrário, será como falar com as paredes, embora, há quem diga, que elas têm ouvidos.</p>
<p>Existem funcionários que conseguem disfarçar algum problema grave ou pessoal que estejam passando. Muitos chegam sorrindo e se despedem, mais eufóricos ainda, mesmo depois de um longo dia de trabalho e ninguém percebe nada. Outros, porém, demonstram sua fragilidade e insegurança nos banheiros ou entre amigos.  Tudo irá depender do nível de discrição e controle emocional de cada pessoa em expor seus dilemas e vida pessoal no ambiente de trabalho.</p>
<p>Com a experiência e o tempo, aprendi a agir de modo diferente, o que me ajudou muito a me comportar e a me relacionar melhor com as pessoas. Por outro lado, também aprendi a fazer com que certas pessoas não se envolvessem em problemas meus quando não eram solicitadas, mesmo que fossem pessoas próximas ou amigos e com a melhor das intenções.</p>
<p>Nas empresas encontramos pessoas que são totalmente diferentes de nós, outras parecidas ou até muito semelhantes, porém,  muito poucas,  são consideradas pessoas especiais. Com certeza, todas servirão de base para nosso aprendizado e vale a pena aproveitar essa oportunidade que a vida nos dá.</p>
<p>É fato que não se pode ser ou agir diferentemente do que se é. Ninguém consegue enganar tanta gente por tanto tempo e, essas pessoas sofrem porque precisam manter um comportamento diferente do que são. Enfim, vivem uma mentira, se enganam para enganar os outros, o que faz com que sejam pessoas diferentes do que realmente são quando estão fora do ambiente de trabalho.</p>

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		<title>Você sabe o que é síndrome de burnout?</title>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 15:48:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Nasser</dc:creator>
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Para quem não sabe ou mesmo nunca ouviu falar nessa definição em inglês, burnout (lê-se bârnáut) significa burn (queima) e out (para fora, até o fim), ou seja, ao pé da letra pode-se traduzi-la como combustão completa. Em português, seu significado seria algo parecido como &#8220;perder o fogo&#8221; ou &#8220;perder a energia&#8221;.
Portanto,  síndrome de burnout pode ser [...]]]></description>
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<p>Para quem não sabe ou mesmo nunca ouviu falar nessa definição em inglês, burnout (lê-se bârnáut) significa burn (queima) e out (para fora, até o fim), ou seja, ao pé da letra pode-se traduzi-la como combustão completa. Em português, seu significado seria algo parecido como &#8220;perder o fogo&#8221; ou &#8220;perder a energia&#8221;.</p>
<p>Portanto,  síndrome de burnout pode ser entendida como a perda total de interesse pelo trabalho e um profundo desgaste profissional muito comum em pessoas dedicadas ao trabalho, exigentes consigo mesmas e com os outros e com mania de perfeição. Muitas vezes, tais profissionais tornam-se frustados em suas expectativas por não serem reconhecidos no ambiente de trabalho ou não merecerem a atenção que mereciam.</p>
<p>A síndrome foi denominada e detectada pela primeira vez em 1974, pelo pesquisador e psicanalista americano, dr. Freudenberger,  após notar oscilação de humor e desinteresse pelo trabalho entre alguns de seus funcionários da área de saúde.</p>
<p>Tal doença pode se manifestar em qualquer profissional, porém, é mais comum em profissionais que se destinam a cuidar de outras pessoas ou que tenham um contato interpessoal muito intenso e próximo como médicos, enfermeiros, bombeiros, policiais, professores, psicanalistas, entre outros. </p>
<p>Conheci há muitos anos, quando estava em começo de carreira, uma secretária muito competente que havia estudado enfermagem e que adorava o que fazia.  Atuou por quase sete anos como enfermeira em um grande hospital e sua ala era de doentes terminais. Depois de alguns anos, contou-me que tinha insônia, estava apática, desmotivada, estressada, infeliz e totalmente desinteressada pelo trabalho. Era considerada uma pessoa feliz,  sensível, emotiva, comunicativa, com um astral elevado e cheia de energia e disposição. Tudo isso acabou quando ingressou nesse hospital.  Sua atividade era altamente desgastante e sentia-se mal e responsável quando algum doente falecia e sofria junto com a família. Ela se envolvia muito com a vida dos pacientes e esse sentimento de compaixão era característico da personalidade dela. </p>
<p>O ponto final se deu no dia do seu aniversário quando soube que um paciente que ela cuidava e por quem sentia muito carinho, havia morrido. Imaginem vocês, como ela passou o dia do seu aniversário.  Com determinação e coragem, resolveu então sair e começar sua carreira do zero. Fez um curso técnico de secretariado e começou a trabalhar na função.  Na empresa onde nos conhecemos,  já estava em seu segundo emprego como secretária e estava muito feliz e satisfeita com a escolha,  embora, segundo ela,  já tivesse mais de trinta e dois anos.  </p>
<p>A lição que ela tirou era que não deveria mais se envolver com os problemas da empresa, dos chefes, dos colegas e amigos, enfim, de ninguém. Iria sim, ajudar no que fosse possível, porém, sem fazer com que o problema fizesse parte da vida dela e, com isso, a influenciasse como acontecia.</p>
<p>Sendo assim, acredito que muitas secretárias já sofreram ou sofrem dessa síndrome e nem sabem, uma vez que estão em constante contato com clientes, fornecedores, executivos e seus familiares.  Junto com eles, aparecem os problemas, ambições, frustações, ansiedades, expectativas, bem como o de toda a  equipe, cada qual com sua expectativa no ambiente de trabalho. E, vocês sabem, muitas vezes, a secretária torna-se uma confidente, um ombro amigo e até uma psicóloga quando alguém quer desabafar.</p>
<p>Somando-se a tudo isso, temos a figura da secretária que também tem seus anseios, metas, frustações e, não raro, o desempenho da empresa, do chefe e de sua equipe afeta, direta ou indiretamente, os objetivos e o humor das secretárias. Nesses casos, nem sempre ela tem com quem conversar e raramente deixa transparecer sua fragilidade.</p>
<p>Se você for uma secretária em começo de carreira que trabalha em uma pequena empresa e que é obrigada a fazer tudo (serviço de telefonia, recepcionista, compra de material, etc.) cuidado com a carga de trabalho e com a energia que dispensa nesse emprego.</p>
<p>Por outro lado, se você já é uma secretária experiente, competente e que trabalha em uma grande empresa ou em uma multinacional também deverá ficar alerta porque, em geral, o quadro de funcionários é enxuto e a secretária é contratada para trabalhar com dois ou três executivos e, muitas vezes, se depara exercendo sua função para quatro ou cinco, além de tomar conta de outras atividades ou mesmo colaborar como assistente da área em que atua, mantendo sempre a  perfeição, rapidez e profissionalismo.</p>
<p>Muitas vezes, isso acontece sem uma conversa prévia por parte do chefe ou do RH, sem aumento de salário e perspectiva de promoção ou cursos que promovam seu desenvolvimento e aperfeiçoamento na área. O comum é receber só promessas vagas e falsas.</p>
<p>Já conheci pessoas, não só secretárias, que saíram de uma empresa onde ficaram por alguns anos sem direito a férias e eram admitidas em outra rapidamente. Não dava tempo para descansar, tirar uns dias para viajar ou relaxar. Com isso,  já ingressavam nas empresas exaustas e tendo de mostrar o mesmo comprometimento e profissionalismo que mantinham na empresa anterior.  As desejadas férias só viriam dali a um ano ou mais e torciam para terem energia  até lá.</p>
<p>Não raro,  essas pessoas já estavam sofrendo dessa síndrome e nem sabiam porque ela é confundida com estresse ou fadiga intensa. Preste muita atenção no seu trabalho e na atividade de seus colegas para alertá-los quanto ao problema e pedir que eles procurem ajuda profissional, seja médica ou psicológica quando o desgaste físico e emocional estiver no limite.</p>
<p>Hoje em dia, as empresas competitivas e modernas estão sempre se desdobrando em mil para se manter ou atingir a liderança e, com isso, se destacar no mercado como a melhor ou uma das melhores. Isso também envolve seus funcionários,  o que gera um trabalho sempre intenso e interminável, com cobranças de dedicação, profissionalismo, comprometimento, hora extra e proatividade a todo o momento. Isso envolve desde o presidente até o cargo mais simples da empresa, enfim, a exigência é para todos e o medo do desemprego é uma constante. Por isso, os workaholics (viciados em trabalho) tornam-se presas fáceis e fortes candidatos a sofrer desse mal.</p>
<p>Além das causas psicológicas como vazio interior, depressão, recolhimento, etc., existem também as físicas como falta de apetite, distúrbios do sono, dores de cabeça, náuseas, tonturas, tremores, falta de ar, palpitações, oscilação de humor, dificuldade de concentração, problemas digestivos, entre outros. Tais sintomas são denominados como doenças psicossomáticas.</p>
<p>Se você quiser saber mais a respeito, converse com médicos, psicólogos ou pesquise em livros e na internet, pois, por ser uma doença relativamente nova, muita gente a confunde com depressão. Fique atento às causas, sintomas e tratamento, pois, a síndrome de burnout é também conhecida como a síndrome do esgotamento profissional, é uma forma de exaustão emocional, um estado de depressão, apatia, perda da auto-estima e falta de interesse pelo trabalho, mesmo se dedicando com afinco a ele. É como se o fizesse de forma mecânica, sem emoção ou comprometimento, gerado por um sentimento de frustação por falta de reconhecimento à sua competência e dedicação ao trabalho. O único aumento que recebe é o da carga horária e de funções.</p>
<p>Eu me lembrei agora de uma colega de trabalho em uma das últimas empresas em que trabalhei. Era era alegre, extrovertida e muito sociável, porém, seu nível de empatia era zero. Quando o assunto era a empresa, ela formava uma barreira de concreto em sua frente e nessa parede não passava nenhum sentimento de compaixão, emoção, sensibilidade, preocupação no que se referia aos problemas do chefe, da equipe, dos colegas ou da empresa. Talvez tenha sido uma forma de defesa que ela tenha desenvolvido ao longo dos anos para se proteger.</p>
<p>Ela sempre dizia que não era problema dela, que não poderia ajudar a resolver e que já tinha problemas pessoais e familiares suficientes para se ocupar.  Mantinha sempre seu horário de almoço e saída,  estava sempre saudável e com boa aparência, além de demonstrar tranquilidade em qualquer situação de conflito ou tensão. Enfim, seus interesses sempre estavam à frente dos interesses da empresa.</p>
<p>Caso a empresa falisse ou ficasse em situação difícil; o chefe fosse demitido ou coisa parecida, ela não se abalaria e iria tentar se manter no emprego ou se recolocar no mercado de trabalho o mais rápido possível. Nesse caso, não sei de que lado você ficaria:  se o da enfermeira que virou secretária ou da secretária que se mantinha fria como uma parede de concreto e não se deixava abalar por nada e por ninguém. Talvez conheça pessoas com essas características, porém, todos sabemos, que ser radical ou ter uma atitude extrema em qualquer situação não é bom, porém, encontrar equilíbrio e mantê-lo nessas circunstâncias á ainda mais complicado.</p>
<p>Particularmente,  já manifestei as duas atitudes e, hoje em dia, procuro o tal equilíbrio, embora seja difícil de encontrá-lo, afinal, todos nós estamos a sua procura. Lembre-se de que o que importa é você, sua saúde, seu bem estar, sua realização pessoal e satisfação profissional, pois a vida, seja ela boa ou ruim, é uma só e trabalho, independente de como ele se apresentar, existem muitos por aí. Pense nisso!</p>

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		<title>O poder da intuição</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Apr 2011 20:05:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Nasser</dc:creator>
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Você se acha intuitiva?  Você sente quando algo bom ou ruim está para acontecer? Muitas vezes, a gente confunde intuição com pensamentos vagos ou alguma nova ideia que nos chega sabe-se lá de que forma,  de uma hora para outra, invadindo nossa mente. Eu mesma, na verdade, nunca sei se o que estou pensando naquele momento é pura intuição [...]]]></description>
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<p>Você se acha intuitiva?  Você sente quando algo bom ou ruim está para acontecer? Muitas vezes, a gente confunde intuição com pensamentos vagos ou alguma nova ideia que nos chega sabe-se lá de que forma,  de uma hora para outra, invadindo nossa mente. Eu mesma, na verdade, nunca sei se o que estou pensando naquele momento é pura intuição ou um estranho pensamento que me vem à mente.  Às vezes,  tenho a sensação de que ambos se confundem.</p>
<p>Se determinado pensamento torna-se uma constante ou se até chego a sonhar com tal assunto, passo a ter a certeza de que é minha intuição querendo se manifestar e me dar um alerta ou um sinal.</p>
<p>Nem sempre a intuição nos chega de forma clara e direta.  Muitas vezes, ela está implícita e vem disfarçada e é preciso estar muito atento aos sinais que se apresentam, alguns a chamariam de 6o. sentido.</p>
<p>Um exemplo clássico ocorre quando trabalhamos em alguma empresa e recebemos um convite ou uma promoção para irmos para outro departamento ou mesmo outra empresa. Com o convite,  há um aumento de salário como também uma melhora na posição hierárquica da referida empresa. O que você faz?</p>
<p>Há pessoas que recorrem a amigos e familiares em busca de orientações; outras rezam para os santos e anjos protetores, e, existem ainda, aquelas pessoas que procuram esotéricos e gurus que lhe prometem adivinhar o futuro para os conduzirem ao caminho da felicidade, do acerto e da prosperidade. Porém, poucas optam por ouvir a voz da intuição e por avaliarem os prós e contras da nova oportunidade, para só depois, sozinhas, decidirem pelo que melhor para elas.</p>
<p>Entretanto, podemos ressaltar também que algumas pessoas fazem uma avaliação meramente racional da situação e outras são puramente emocionais, e usam, o poder da intuição, para decidirem pelo melhor caminho a seguir.</p>
<p>Eu mesma, quando estava para escrever meu próximo texto,  nem imaginava que iria escrever sobre esse assunto. Estava com o texto pronto na cabeça,  sabendo exatamente  o que iria escrever, porém, do nada, me veio esse assunto e achei melhor escrever sobre esse tema agora e deixar o outro artigo que estava em mente para a próxima publicação. Em geral, demoro uns dois dias para definir bem o que irei escrever para só então começar a digitar. Não uso rascunho. Todo o conteúdo dos meus textos saem diretamente da minha mente para a tela do computador. É como se tivesse transcrevendo um texto já escrito e o faço de uma forma muito ágil. Sempre gostei de ler e também tenho muita facilidade para escrever, e, desde criança, recebia elogios por isso. Isso ocorre quando estou inspirada, caso contrário, demoro algum tempo para começar a escrever.</p>
<p>Com esse artigo, porém, fui mais cautelosa. Certos comentários ou mesmo afirmações podem parecer estranhos a quem não está habituado com esse assunto ou mesmo pode gerar desconfiança ou descrença. Independente de quem o ler, acreditar ou não, quero deixar registrado o valor e o poder da intuição porque é algo em que acredito verdadeiramente.</p>
<p>Há alguns anos, me aconteceu um fato bem intrigante. Não vem ao caso agora contar o que iria comprar, porém, estava querendo adquirir uma coisa muito importante e, após muita procura,  encontrei o que queria. Não era exatamente o preço que queria pagar, porém, não encontrei nada parecido na época para poder comparar.</p>
<p>Pois bem, na data marcada para adquirir tal bem, acordei logo cedo e entrei no carro para ir ao encontro do vendedor.</p>
<p>Acreditem se quiserem, mas o carro não dava partida. Era problema de bateria. Até fiquei surpresa porque o carro era novo e isso nunca  havia acontecido comigo. Na hora fiquei com raiva e nervosa, achando que estava com azar, dentre outros pensamentos negativos. Porém, apesar de achar tudo muito estranho, não perdi mais tempo e chamei logo um táxi. Mesmo chegando atrasada,  fui ao encontro do tal vendedor e adquiri o produto. Só após algum tempo, percebi que aquilo era um sinal. Era minha intuição se manifestando e querendo me alertar para não adquirir tal bem.</p>
<p>Porém, não percebi e me dei mal. Depois me arrependi da compra e me senti enganada e lesada pelo proprietário. Constatei tempos depois, que havia feito um péssimo negócio.</p>
<p>Houve também um caso em que um amigo de trabalho estava para ser demitido, pois seu relacionamento com o chefe não ia bem. Na ocasião,  me perguntou o que deveria fazer, se deveria se dedicar a um negócio próprio relacionado ao que ele sabia fazer ou se era melhor procurar rapidamente outro emprego através de consultorias, contato com amigos, internet, etc.</p>
<p>Naquele momento delicado, perguntei a ele o que tinha realmente vontade de fazer. Para minha surpresa, me disse que queria procurar rapidamente um novo emprego porque tinha família para sustentar e não poderia ficar desempregado por muito tempo. Porém,  seu grande sonho era montar um negócio próprio e não ter mais chefe, muito menos conviver com o fantasma da insegurança no trabalho e da ameaça de demissão.</p>
<p>Disse-lhe  para usar sua intuição, para pedir um sinal ou uma luz aos anjos e santos em que ele acreditava ou a qualquer outro protetor em quem confiasse. Porém,  me disse  que não acreditava nessas coisas e que não sabia como fazer isso.  Revelei a ele que intuição não se ensina e sim se sente. Comentei também que ela se manifesta com a prática. Podemos melhorar nosso nível de intuição quando nos dedicamos a ela  e  de acordo com as experiências de cada pessoa,  portanto, trata-se de um momento  muito íntimo e particular.  </p>
<p>Independente da religião, todos nós recorremos a algum ser espiritual em momentos de angústia, dúvida ou aflição. Não subestime seu poder de conexão com o espiritual ou o divino.  Só quem pediu uma ajuda e recebeu um sinal, entende bem meu pensamento e o recado que quero transmitir.</p>
<p>Um outro caso interessante que me aconteceu,  foi quando,  já desinteressada pela profissão de secretária e querendo me dedicar a um outro tipo de trabalho, porém,  ligado à área secretarial, pedi logo ajuda a todos os santos e anjos conhecidos, pois não queria desperdiçar aquela oportunidade e, caso, algum deles estivesse muito ocupado, de folga,  férias ou mesmo de bobeira, haveria, pelo menos, um que ouviria e atenderia ao meu pedido.</p>
<p>Estava no trabalho e era a hora do almoço. Descansava dentro do carro ouvindo música e, resolvi novamente, pedir uma graça aos anjos e santos de que tanto gostava. Pedi um sinal sobre qual caminho profissional deveria seguir. Para minha surpresa, depois de alguns minutos de concentração,  voltei a mim e, distraidamente, olhei em direção à entrada do prédio e vi saindo de lá uma funcionária do treinamento da qual admirava muito e entendi o recado. Ela foi a única pessoa a sair do prédio. Ninguém mais entrou ou saiu por aquela porta durante aqueles poucos segundos e não tive como duvidar.  Naquele momento único e mágico,  me senti um ser abençoado e iluminado e até hoje, agradeço, por ter sido agraciada por aquele sinal.  </p>
<p>Por incrível que pareça,  era muito difícil vê-la, até porque estava sempre viajando ou ocupada com treinamentos para funcionários e quase não circulava pelos corredores e andares da empresa.  Ela não sabe que foi ela quem me ajudou a decidir qual caminho profissional trilhar, mas quem sabe, um dia, terei o prazer de reencontrá-la e contar a ela a experiência fantástica que tive. Essa pessoa foi importante na minha vida em dois momentos: na seleção para o cargo de secretária e no meu pedido de demissão. </p>
<p>Demorou muito tempo até receber esse sinal tão claro, anos até, mas não me arrependo da decisão que tomei de trabalhar como autônoma e ser escritora e palestrante para secretárias. Pelo número de acessos e mensagens que recebo diariamente, tenho certeza de que estou no caminho certo e me sinto feliz e honrada de receber elogios e comentários de tanta gente do Brasil e até do exterior. Esse ano, mais precisamente em maio, o site completará um ano e quero aproveitar esse momento para agradecer todos os comentários positivos, de agradecimento e de estímulo que tenho recebido até agora.  Muitos dos meus textos são debatidos em salas de aula, usados em trabalhos de TCC, apresentados em congressos e incluídos em sites de empresas e blogs de diversos segmentos, não só de secretárias.  Por isso, da mesma forma que vocês, eu também me emociono, me surpreendo, me solidarizo, me divirto,  ensino e aprendo com os depoimentos de vocês.  Acreditem, vocês são muito importantes para mim!</p>
<p>Um dia, sem pretensão nenhuma, faça um teste. Peça uma ajuda e aguarde a resposta através de um sinal e verá se realmente você tem esse poder de conexão com o espiritual.   Porém, lembre-se: nem sempre a resposta ou o sinal vem quando mais queremos.  Depois, poderá optar por um caminho a seguir, que poderá ser o certo ou não, de acordo com seu livre arbítrio de escolha. Será necessário estar com a mente e o coração abertos para essa ocasião que, com certeza, será única em sua vida. Nem eu sabia que tinha um contato tão próximo com minha intuição. E quando mais eu a solicito, mais ela se faz presente.  E, de repente, poderá até usá-la em prol de amigos, conhecidos e até de chefes, quando sua opinião for solicitada.</p>
<p>Independente de que forma você decidir pela profissão a seguir, desejo-lhe sorte e sucesso na sua carreira e que possa se sentir útil e fazer a diferença em seu trabalho.  Mas,  atenção:  antes de ouvir a voz da intuição, esteja atendo para a voz do seu coração!</p>

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		<title>Meu chefe é uma pessoa muito difícil</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Mar 2011 14:21:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mirian Nasser</dc:creator>
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Você já trabalhou ou já teve a oportunidade de conviver com um chefe difícil no seu trabalho? Se a resposta for positiva, primeiro tenho de ser solidária com você.  E, ainda, se você conseguiu domar a fera, realmente você é uma heroína e tem um equilíbrio emocional e uma paciência surpreendentes!
Eu já passei por essas [...]]]></description>
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<p>Você já trabalhou ou já teve a oportunidade de conviver com um chefe difícil no seu trabalho? Se a resposta for positiva, primeiro tenho de ser solidária com você.  E, ainda, se você conseguiu domar a fera, realmente você é uma heroína e tem um equilíbrio emocional e uma paciência surpreendentes!</p>
<p>Eu já passei por essas duas situações. Já tive de trabalhar com uma pessoa de humor instável e extremamente exigente e também já tive de atender a um chefe mal-educado e muito nervoso quando sua secretária estava ausente ou tirava férias.</p>
<p>Infelizmente,  chefe a gente não escolhe, salvo raras exceções.  Quando a secretária tem mais de uma oportunidade de emprego e tem a chance de escolher com quem e para qual empresa quer trabalhar, realmente ela é uma privilegiada. Portanto, em geral, a secretária sempre é a escolhida  e é no dia a dia que se saberá realmente se a parceria chefe-secretária dará certo.</p>
<p>Estar em contato direto no trabalho com o chefe torna-se uma relação bem mais difícil do que se imagina, ainda mais quando não há nenhuma afinidade entre eles.</p>
<p>Muitas ficam tão decepcionadas, desencantadas e fragilizadas que até abandonam a profissão por causa de certos chefes, embora tivessem perfil e competência para exercer bem sua função.,</p>
<p>É necessário que a secretária tenha autocontrole e paz interior para conseguir exercer bem sua função e ainda assim acalmar ou não deixar o comportamento agressivo e instável do chefe influenciar seu humor.</p>
<p>Muitas vezes a secretária chega ao trabalho feliz e tranquila e logo está estressada e nervosa por causa das ações e reações do chefe. Não é raro encontrá-la chorando no banheiro ou desabafando entre amigas do  escritório.</p>
<p>A profissional competente e proativa torna-se desinteressada e sem motivação e não exerce mais sua função com aquela energia e profissionalismo de sempre.</p>
<p>Acredito sinceramente que uma secretária que esteja nessa situação deve sim desabafar com o chefe, discutir a relação profissional deles e ver realmente se ainda tem futuro. Também há  a possibilidade de conversar com o RH, que,  muitas vezes, consegue transferir a secretária para outro departamento.</p>
<p>Pensar no emprego e no salário é um fator também decisivo para qualquer tomada de decisão. É comum ouvir comentários de secretárias nessa situação que dizem não poder sair do emprego e ter de aguentar o chefe-carrasco porque precisa do emprego.</p>
<p>Mas, afinal, todo mundo precisa de emprego, de salário, de trabalho! Porém, se você conseguir conciliar pelo menos, um emprego um pouco mais agradável com um chefe educado e solidário com seus funcionários, seria maravilhoso.</p>
<p>O dia a dia das empresas é muito tenso e problemático. Parece que todo mundo está com o serviço atrasado, com prazos curtos e correndo contra o tempo para terminar o trabalho dentro da data limite.  Afinal, hoje em dia, todo funcionário é avaliado por resultados, inclusive a secretária. Aliás, muitas vezes, ela é a encarregada do chefe para cobrar  pendências de relatórios e tomada de decisões das equipes.</p>
<p>Sem dúvida, todo chefe tem de exercer certa autoridade sobre seus funcionários para que haja respeito e para que o trabalho flua bem. O compromisso com a execução do trabalho de forma ágil, responsável  e perfeita são fundamentais também. É isso o que deve fazer o chefe líder, que se entrosa com sua equipe, participa e colabora com as conquistas e o desenvolvimento da empresa e que é consciente de seu papel.</p>
<p>Quando não é isso o que ocorre, os funcionários tornam-se reféns do chefe, além de se sentirem ameaçados, boicotados, inseguros e sem nenhuma perspectiva de crescimento profissional na empresa. </p>
<p>Pense bem, se você precisa do emprego e do salário mas acha que o preço a pagar por isso é ter um chefe assim, reflita novamente sobre sua situação.</p>
<p>Da mesma forma que numa arena, quem luta com um touro pode vencer ou não, embora tenha acumulado muitas vitórias, precisa de um preparo  físico-emocional  muito intenso e, caso perca,  sua vida estará em jogo.  Já  no trabalho, se você também tiver de domar uma fera;  a humana, que tem mais poder que você, em geral, você, a parte mais fraca, sempre perde. Não me refiro aqui a força física e sim a força psicológia e emocional que tal pessoa exerce sobre você. E você perde o que há de mais precioso em um ser humano: a saúde física e emocional.</p>
<p>Tal como na arena, as pessoas que assitem a essas lutas, fazem suas apostas e têm seus favoritos. Nas empresas isso também não é diferente, embora seja uma torcida discreta e velada para descobrir quem irá ganhar a parada.</p>
<p>Por melhor e mais alto que seja seu salário, nada compensa sua paz de espírito no ambiente de trabalho.</p>
<p>Trabalhei, certa vez, em uma empresa em que soube por outras secretárias que havia uma chefe muito difícil de trabalhar.  Ela tinha humor instável, era agressiva com seus funcionários e extremamente exigente, embora também fosse muito competente e sempre trazia resultados satisfatórios para a empresa, talvez, por isso ainda estivesse ocupando um alto cargo naquela instituição. </p>
<p>Era raro ela manter uma secretária por muito tempo, muitas nem passavam da experiência, seja porque eram demitidas antes ou porque as próprias secretárias se desligavam da empresa antes mesmo de serem efetivadas.</p>
<p>O máximo que ela conseguiu, foi ter uma secretária trabalhando com ela por dez meses, embora ela estivesse na empresa há mais de doze anos. Soube depois, que essa secretária havia sido afastada por motivos médicos e não se tinha previsão de seu retorno ao trabalho. Perguntava qual era sua doença e o motivo do afastamente mas nunca ninguém comentava. Era como se fosse um assunto proibido na empresa. Por fim, quando saí de lá soube por uma secretária com a qual mantinha algum contato, que o afastamento da tal secretária havia sido por esgotamento físico, alto nível de estresse e que estava em casa se tratando com remédios. Minha amiga também comentou que a tal secretária era tida como uma pessoa  aparentemente calma, bastante introspectiva, tímida e sem voz ativa ou poder de reação para se defender de ofensas. Nesse caso específico, nem o alto salário que a secretária recebia compensou tudo o que ela passou naquela empresa, porque estava sem emprego e com sua saúde fragilizada.</p>
<p> Essa chefe tinha uma fama horrível e nunca era lembrada pela sua competência profissional e sim pelo seu comportamento difícil e mal-educado com todos que não tivessem seu nível profissional, independentemente de serem seus funcionários ou não.</p>
<p>Seu relacionamento social e familiar também era conturbado com sérios problemas. Porém, não procurava ajuda e não aceitava que precisava de assistência médica ou psicológica.  Acreditava sim que eram as pessoas que não se enquadravam ao seu perfil, ao trabalho e ao nível de exigência e,  por isso,  as considerava incompetentes.  </p>
<p>Depois de inúmeros insucessos, o RH entrou em ação, embora de forma paliativa. Decidiu, por bem, contratrar apenas secretárias temporários por um a três meses, sem chance de efetivação, evitando assim desgastes para ambas as partes. Tanto a chefe como a secretária sabiam que iriam conviver  por um curto espaço de tempo apenas e tentavam se suportar na medida do possível. </p>
<p>Procure saber bem como é a empresa e o chefe para quem irá trabalhar, normas e procedimentos do RH, ambiente da empresa, bem como o nível de satisfação de seus funcionários, quem era a secretária anterior e porque não está mais trabalhando com aquele chefe.  Acredite, tais dicas, lhe ajudarão e muito a formar um panorama claro na hora de tomar uma decisão acertada .</p>
<p>Felizmente, esse tipo de chefe é minoria nas empresas modernas e conscientes de seu papel econômico, ambiental e social.  Afinal, numa época em que muito se fala  sobre qualidade de vida, bem estar, ambiente empresarial agradável e adequado para formar e manter  funcionários satisfeitos e proativos não há mais espaço para gente desse tipo. Além disso, existem as avaliações preparadas pelo RH e executadas entre chefes-funcionários de toda a empresa para identificar possíveis problemas na empresa.</p>
<p>Nunca se esqueça de que quem precisa de ajuda,  está doente,  desequilibrado e fraco é seu chefe e não você. Não seja a próxima vítima!</p>

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